Governo avança com a profissionalização das Forças Armadas

3/01/2017 08:31 - Modificado em 3/01/2017 09:53

O Governo de Cabo Verde vai promover, em 2017, um conjunto de reformas nas Forças Armadas com vista à profissionalização da instituição e à melhoria da sua capacidade de intervenção num contexto de ameaças globais.

O Ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, explicou que o processo de modernização das Forças Armadas já está em curso e passa nomeadamente pelo reforço das capacidades da Guarda Costeira, pela intervenção ao nível de funcionamento da instituição ou por acções que permitam um melhor enquadramento dos fuzileiros navais.

Luís Filipe Tavares, que falava aos jornalistas à margem da apresentação de cumprimentos de boas festas do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas à Tutela, adiantou que as reformas “serão construídas” no âmbito da consolidação da cooperação militar que o país tem com Portugal, Espanha, França, Estados Unidos e Brasil.

Questionado sobre o alargamento do actual quadro do pessoal das Forças Armadas que conta com cerca de 1.500 efectivos, Luís Filipe Tavares adiantou que “tudo está em cima da mesa”, ressalvando, contudo, que é preciso ter em conta “as possibilidades do país”.

“O que posso garantir é que o Governo quer Forças Armadas operacionais, altamente profissionalizadas e com uma capacidade de intervenção que permita garantir sempre a soberania do país”, disse.

O Ministro disse ainda que no âmbito da reorganização da instituição, será feita uma reflexão sobre a necessidade ou não de mais efectivos, mas adiantou que a aposta é na “eficácia e eficiência das Forças Armadas”.

O Chefe de Estado Maior das Forças Armadas (CEMFA), Anildo Morais, lembrou que 2016 “foi atípico” para as Forças Armadas, “abaladas” em Abril pela morte de 11 pessoas – oito militares e três civis – no posto militar de Monte Txota, interior da ilha de Santiago, pelas mãos de outro militar.

O episódio lançou o debate sobre as condições de funcionamento da instituição militar e levou à substituição de todas as chefias das Forças Armadas.

Para Anildo Morais, que voltou a endereçar condolências às famílias das vítimas, 2016 foi um ano de “relançamento das Forças Armadas”, elevando-as a “um novo patamar”.

“Estamos a lançar as bases das linhas mestras daquilo que serão as Forças Armadas do futuro”, disse Anildo Morais, destacando como desafio para 2017 o reforço da Guarda Costeira.

“De acordo com as ameaças que pairam sobre Cabo Verde entendemos que deve ser dada uma importância maior à Guarda Costeira, tendo em conta a nossa posição geoestratégica e também a grande extensão da nossa zona económica exclusiva. Qualquer tipo de ameaça certamente virá do mar e temos que dar maior pujança à Guarda Costeira para que possa cumprir cabalmente a sua missão”, disse Anildo Morais.

O Chefe de Estado Maior das Forças Armadas sublinhou igualmente a necessidade de dignificar as Forças Armadas, melhorando as condições de “vida e de trabalho” dos militares.

Para tal, disse, são necessários “recursos financeiros e um forte apoio” do Governo.

 

LUSA 

  1. Julio Goto

    … Cabo Verde nao tem e nunca tera um bom exercito.
    Melhor seria aderir a OTAN e usar o dinheiro gasto em leviandade para dar de comer aos necessitados.
    A Islandia nao tem exercito.

  2. Candidato a Capitão

    Se a mudança consiste em ofuscar danos financeiros na instituição, isso sim é, mudança;
    Se a mudança é ilibar pessoas das suas responsabilidades, isso sim é mudança, consiste
    Se a mudança implica retrocesso, realmente é mudança.
    Se a mudança é o retomar do vinho chã, flores e dinheiro, é mudança sim;
    se a mudança é deixar a Fundação social no estado que está e sem responsabilização é sim, mudança.
    Se a mudança é a FSFA empresar dinheiro para construção, quando se podia ir aos bancos é mudança sem duvida, e se não é distribuído cabaz de natal.
    Se a mudança é fazer dividas em centenas de contos em telefone, internet e zap e pago com dinheiro de alimentação das praças, granda mudança.
    Se a mudança é ainda ter saudades do #Bebeto ex cemfa# mudança do bom.
    Se a mudança é confundir o tribunal de contas, se é silenciar ou seja comprar o silencio de pessoas com nomeações.
    Se a mudança não é ouvir os militares como ouvia o Jorge Tolent

  3. Péricles

    Sr. Júlio Goto um bom exército é aquele que é capaz de garantir a soberania e liberdade da sua pátria.
    Fazer parte da NATO não é como te parece(fácil). Fazer parte da NATO estaria contrariando a sua ideia de dar de comer aos mais necessitados.
    As Forças Armadas de Cabo Verde são aquilo que são pelo que o país é, capaz o suficiente para garantir a paz e a soberania nacional.
    Cabo Verde até podia ser melhor do que é se não tivesse pessoas como tu.
    Islândia não têm exército sabe la porquê, de certeza absoluta Islândia não é um país com 40 anos de independência, sem recursos naturais, depende maioritariamente de ajuda externa, que têm chuva somente um vez por ano,etc.

    Um bem haja e um continência “pa nhô”.

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