Washington expulsa 35 agentes dos serviços de inteligência russos

30/12/2016 08:59 - Modificado em 30/12/2016 08:59
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A administração Obama anunciou, esta quinta-feira, as sanções contra a Rússia, a propósito da alegada ingerência de Moscovo nas eleições presidências: 35 agentes dos serviços de inteligência russos vão ser expulsos, avançou o jornal New York Times, segundo o qual os agentes têm 72 horas para abandonar os EUA, tendo sido ainda ordenado o encerramento de duas instalações russas sediadas no país.

As sanções, que surgem depois de a correspondência eletrónica de membros da candidatura de Hillary Clinton ter sido violada, aplicam-se ainda a cinco entidades e a seis indivíduos, incluindo vários oficiais da GRU, a organização de serviços secretos das forças armadas russas.

Num comunicado citado pelo jornal britânico The Guardian, Barack Obama disse que os norte-americanos «devem ficar alarmados com as ações da Rússia».

«Emiti uma ordem executiva que dá autoridade adicional para responder a determinado tipo de atividades cibernéticas que procurem interferir ou minar os nossos processos e instituições eleitorais», afirmou o ainda presidente.

Obama emitiu sanções contra a GRU e o FSB, sucessor do KGB, dois serviços de inteligência russos, quatro indivíduos do GRU e três empresas que providenciaram material para a operação de cariz cibernético desempenhada pelos operacionais da GRU.

«Além disso, o Secretário de Estado do Tesouro norte-americano está a indiciar dois indivíduos russos por terem usado meios cibernéticos para o desvio de fundos e informação pessoal», acrescentou Obama.

Os serviços secretos norte-americanos acreditam que a Rússia possa estar por trás dos ataques cibernéticos ao Comité Nacional Democrático, à campanha presidencial de Hillary Clinton e a outras organizações políticas, pelo que Obama salientou que estas ações não compreendem a resposta total dos EUA face à intervenção «agressiva» da Rússia.

«Vamos continuar a tomar uma variedade de ações num tempo e lugar à nossa escolha, algumas das quais não serão divulgadas», concluiu Obama.

 

abola.pt

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