Governo enceta esforços para garantir regresso dos 301 trabalhadores despedidos da Frescomar

30/12/2016 08:29 - Modificado em 30/12/2016 08:29
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Os 301 trabalhadores despedidos da Frescomar em São Vicente contam com a ajuda do Governo para poderem regressar aos seus postos de trabalho. O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva garantiu estar a encetar esforços no sentido dos funcionários não serem despedidos.

“Temos uma resposta positiva e a Frescomar sabe que essa resposta é positiva. Foi-lhe comunicado em termos de processo que estava em curso”, assegura Ulisses Correia e Silva. Por isso, considera que os despedimentos não estão relacionados com a forma como o Governo está a tratar a questão da derrogação junto da União Europeia.

“Em Janeiro, pensamos que a decisão da União Europeia será firme relativamente à derrogação”, avançou o Chefe do Governo que deixa saber que está a trabalhar para que o problema seja resolvido o mais rapidamente possível e que a Frescomar tenha mais qualidade nas suas operações.

A empresa conserveira justifica os despedimentos com problemas financeiros e incertezas devido à falta de respostas por parte do próprio Governo, sobretudo, na renovação da autorização especial de exportação para “o seu principal mercado durante o ano de 2017”.

“Trata-se de uma situação de incerteza que pode ser vital para a empresa, dadas as suas implicações para os próximos anos, mas também com impacte para todos os seus stakeholders, com particular realce para os seus trabalhadores”.

Virtulino Castro, do Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços SICS, em entrevista à RCV avisa que mesmo que a empresa esteja determinada em cumprir com esta decisão, vão continuar a analisar a situação, já que um dos argumentos apresentados foi uma derrogação da União Europeia de um acordo que têm.

“Vamos analisar esta situação, temos um acordo assinado no dia 5 de Dezembro de que abdicaríamos de uma parte do subsídio de alimentação e aceitámos essa redução. Mas, na acta, ficou assento que não haveria despedimentos e vamos fazer tudo o que for legal para impedir isso”.

Recorda-se que desde o mês de Junho que a empresa ameaça despedir o pessoal e reduzir a produção devido a problemas na exportação.

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