Bruma seca: ASA só coloca ILS nos aeroportos de São Vicente e Boavista se tiver retorno do investimento

29/12/2016 08:06 - Modificado em 29/12/2016 08:08

Este é o problema que a falta do ILS  nos aeroportos  provocou num mercado  que pode esquecer Cabo  Verde  enquanto a ASA faz contas se tem retorno no negócio e entra no jogo  “da pescadinha com o rabo na boca” : não investe porque não tem mercado e se não investe não tem mercado. 

Mediante o caos  provocado  no tráfego aéreo pela bruma seca e porque apenas os aeroporto do Sal e Praia tem o ILS – instrumento de apoio à navegação aérea que permite a operação em condições adversas, a ASA veio dizer que   só coloca ILS nos aeroportos de São Vicente e Boavista  se tiver retorno do investimento. Janine Cabral citada pela RCV diz que qualquer investimento que seja feito está de acordo com um plano de negócios preparado com base na análise da evolução do mercado.

“Temos um plano de negócios que prevê, para cada período, investimentos em função do mercado. Qualquer investimento no aeroporto é extremamente avultoso e, para isso, o mercado tem que justificar para que possamos ter o retorno sobre esse investimento”.

No entanto, refere as melhorias e assegura que estão em curso vários investimentos nos aeroportos, focados na melhoria das infra-estruturas para poder “elevar o número de serviços” e, todo o investimento está previsto no momento certo, quando o mercado assim o exigir e permitir o retorno, frisou. Sendo assim alguém tem que dizer ao ” mercado ” para não vender  e não comprar passagens áreas para o final de ano para as ilhas da Boavista e São Vicente porque existe um fenómeno atmosférico    

 que afecta o arquipélago nessa época do ano e que os referidos aeroportos não tem condições  para receber os aviões. E que por causa disso na quarta-feira a TACV foi obrigada a cancelar voos para as ilhas de São Vicente e São Nicolau, apesar de ter viajado para a ilha da Boavista.

A nível internacional, cento e quarenta e oito (148) passageiros da TAP com destino a São Vicente continuam retidos na cidade da Praia e a companhia efectuou dois voos Lisboa – Boavista com 293 passageiros. Ainda 442 passageiros da agência de viagens TUI, que chegaram através da companhia Thomson regressam hoje a Inglaterra sem terem chegado à Boavista.

A News cancelou dois voos para Boavista transportando apenas passageiros para o Sal, há ainda pessoas de algumas partes da Europa que não conseguiram viajar.  

Este é o problema que a falta do ILS  nos aeroportos  provocou num mercado  que pode esquecer Cabo  Verde  enquanto a ASA faz contas se tem retorno no negócio e entra no jogo  “da pescadinha com o rabo na boca”: não investe porque não tem mercado e se não investe não tem mercado.

  1. Boss

    Quando temos a frente de grandes empresas gente sem visão sem estratégia como é o caso dessa iletrada Janine Cabral dá nisso.

  2. emigrante

    Se o aeroporto da Praia tem e o do Sal também o resto não lhes interessa

  3. Francisco Andrade

    lembro que a ministra Eunice falou que “Cabo Verde não é só São Vicente”
    A ASA vem mostrar que Cabo Verde não é só S. Vicente e Boa Vista.
    lamentável

  4. CPulu

    A ASA sem Asas para voar.
    Tiriste situação.

  5. AN

    A ASA tem vindo a investir nos sistemas de a aproximação por satélite, GNSS, e, é claro, que este processo leva o seu tempo até a sua implementação, e neste momento as cartas de aproximação encontram-se em mãos da AAC, para a sua validação.
    O processo de desenvolvimento de um procedimento de voo por instrumentos (IFP) segue uma série de passos que vão desde a adquisição de dados até a sua publicação final. Este processo baseia-se no especificado no DOC ICAO 9906- “Manual de Garantia de Qualidade para o Desenho de Procedimentos de Voo”. Também terá como documentos de referência o Doc. 8168 – OPS/611, Operação de Aeronaves, Volume I e II, e os anexos 4, 6, 11, 14 e 15 da ICAO.
    A OACI adoptou o termo geral Global Navigation Satellite System (GNSS) para identificar qualquer sistema de navegação por satélite cujos usuários realizam, a bordo, determinação de posição através de informações de satélites
    O aparecimento dos procedimentos RNAV baseados em GNSS (GPS) tem possibilitado a criação de procedimentos de aproximação e saída dos aeródromos que não possuam equipamentos de auxílio à navegação convencionais em solo, com alto nível de precisão, incrementando assim o nível de segurança das operações tanto em condições visuais quanto em condições de visibilidade adversas.
    Contudo devemos ter em conta que por motivos de segurança, cada companhia aérea tem os seus mínimos de voo estabelecidos, em termos de visibilidade. Isto é, mesmo que os aeroportos estejam equipados com ILS, VOR/DME e cartas de aproximação por instrumento GNSS, as operações para estes aeroportos dependem destes mínimos fixados.

  6. Avenino

    Essa é a maior barbaridade que já ouvi de uma (in)responsável de uma empresa que tem como fim o interesse público comum…que é gerir infraestruturas aeroportuárias para podermos ter o direito de ir e vir ….a fazer contas com àquilo que é óbvio aos olhos de todos. Não é preciso ter “plano de negócio” nem “bola de cristal”, para se aquilatar da necessidade urgente desse investimento nos aeroportos de SV e BV; é difícil, mas tenho de reconhecer que realmente estamos entregues à bicharada neste país “Pérola do Atlântico”, “Show Case in África”, “País de Desenvolvimento Médio”, etc.;….mas que pode perder a sua competitividade no mercado turístico internacional, por causa de 100.000 contos???? Se é isso, creio eu, que as autoridades (leia-se governo e câmaras municipais) dessas ilhas podem e deverão financiar esse sistema ILS, caso não se aguentem das pernas chamem a população, que, certamente RESOLVE a situação. Admito, porém, que essa desculpa esfarrapada é para esconder outros interesses, que não querem que principalmente SV desponte como alternativa sustentável e credível a oferta turística em Cabo Verde, senão, de outro modo, seria o PCA da ASA a dar a cara com boas novas. Não continuem a nos tratar de energúmenos. O recado está dado. Voltem ao trabalho e dignifiquem o vosso chorudo salário, 13.º mês, prêmio de produtividade, subsídio de transporte, subsídio de alimentação, subsídio de comunicação, viatura disponível, férias remuneradas e outras benesses. Votos de um Feliz Ano Novo repleto de SOLUÇÕES para que realmente os aeroportos de SV e BV passem a categoria de INTERNACIONAL.

    OBS. Não esqueçam da iluminação para voos internacionais noturnos no Cesária Évora, porque “lembrá k tá txa nos esqce”

  7. Julio Goto

    …falta de vizao,pessoas que nao pensem no futuro.

  8. Mocinhos

    AN tem carradas de razão. É preciso ter cuidados nas respostas. A ASA nunca esteve tão mal com saiu desta vez. A resposta foi mal assessorada. A Janine emprestou a sua voz apenas. O passageiro precisa saber como vai resolver o seu problema e como a Empresa que gere os Aeroporto pensa reduzir no futuro situações do tipo. Mas acredito que a ASA vai dar resposta às demandas. É uma Empresa de qualidade e vai conseguir provar que Bruma Seca vai continuar mas que os seus Aeroportos estarão noutro patamar. O Ministro que falou foi também mal assessorado. As companhias aéreas terão também de preparar, pois a ASA não voa. Há gente Empresa abalizada para responder tecnicamente todas estas questões.

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