Praça Alexandre Albuquerque ocupada por crianças pedintes

28/12/2016 03:23 - Modificado em 28/12/2016 03:23
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É hábito encontrar crianças de rua pedindo dinheiro ou comida a pessoas, sobretudo, aos turistas. Nesta época festiva aumenta o número de crianças pedintes, cada uma com o seu cofre com decoração de papel de prenda. Na Praça Alexandre Albuquerque na cidade da Praia, deparamo-nos com crianças dos dois aos sete anos pedindo para deixar uma moeda no cofre.

O NN conversou com algumas destas crianças e ficámos a saber que o valor recolhido é utilizado para comprar roupas e brinquedos. Uma das crianças com quem falámos tem apenas três anos. Questionado sobre a razão do cofre, o pequeno entrevistado diz que enquanto aguarda que a mãe termine de vender guloseimas aproveita para pedir dinheiro.

Questionado sobre o destino do dinheiro, o mesmo afirma que é para comprar um carro de alarme. Já a mais crescida quer comprar um vestido com o valor que vai recolher. “Kiki”, nome fictício também não é uma criança de rua e diz que só pede dinheiro na época do Natal e que vai a mando da mãe.

Uma das mães que falou para a nossa reportagem afirma que não tem com quem deixar os filhos, por isso, leva-os para a venda mas não gosta que os mesmos peçam dinheiro às pessoas, “mas vêem outras criança a pedir, por isso, confeccionam os seus próprios cofres, embrulham-nos em papel de prendas de Natal e assim as pessoas deixam alguma moeda”.

Para algumas pessoas entrevistadas, a situação é constrangedora. Carlos Brito diz que a pobreza tem vindo a afectar várias famílias, mas não acredita que crianças de dois ou três anos decidam pedir dinheiro por si só.

“Muitos pais incitam os filhos a pedir e isto pode tornar-se num vício, por isso, entendo que é uma situação que deve ser evitada, pois todos os dias cresce o número de crianças pedintes”, avança o entrevistado.

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