Frescomar: Sindicato esperançado em travar os despedimentos

28/12/2016 02:47 - Modificado em 28/12/2016 02:47

O despedimento de trezentos e um trabalhadores pode ser considerado como a surpresa desta quadra festiva pelos trabalhadores, sindicato e também pelo PAICV de São Vicente. Estes dizem não perceber porque aconteceu, da forma como aconteceu, sendo que todos querem respostas e a resolução do problema.

Vários trabalhadores em entrevista à RCV falam da surpresa que tiveram ao serem notificados que pertenciam ao grupo que iria ser despedido no dia em que se apresentaram ao trabalho. Sem aviso prévio foram avisados que iriam ser despedidos.

O Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços (SICS) está a trabalhar para que os trabalhadores não sejam despedidos de forma repentina. Mas, o processo ainda está em andamento.

Virtulino Castro, do SICS, em entrevista à RCV avisa que mesmo que a empresa esteja determinada em cumprir com esta decisão, vão continuar a analisar a situação, já que um dos argumentos apresentados foi uma derrogação da União Europeia de um acordo que têm. “Vamos analisar esta situação, temos um acordo assinado no dia 5 de Dezembro de que abdicaríamos de uma parte do subsídio de alimentação e aceitámos esta redução. Mas, na acta, ficou assento que não haveria despedimentos e vamos fazer tudo o que for legal para impedir isso”.

Informa ainda que os trabalhadores que foram notificados vão ficar em casa e a continuarem a receber o salário, até ao desfecho do processo em si, porque neste tipo de situação existem “prazos, avisos que devem ser feitos e ainda vamos para a Direcção-Geral do Trabalho”.

Posição do PAICV em relação à situação  

Alcides Graça, coordenador do PAICV em São Vicente, em entrevista à mesma estação radiofónica diz que o Governo deve dar uma satisfação ao país e dizer o que se passa e qual é a razão destes despedimentos. “O país quer saber, sobretudo, as famílias dos despedidos”.

Questiona as promessas feitas à empresa e que durante uma visita feita à empresa, avança que as mesmas não estavam a ser cumpridas. Promessas envolvendo redução de taxas, promessas de cedência de parcelas de terreno para extensão, condições fiscais de funcionamento. “Como disse, se se concretizaram estes despedimentos é porque alguma coisa correu mal”, sublinha. E garante que as promessas são exequíveis.

Agora, resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos para saber o desfecho deste problema.

  1. Julio Goto

    … o Alcides devia questionar a lideranca do seu partido . O PAICV durante 15 anos somente falou da VISAO que o Partido/Governo tinha para a ilha.
    Quem nao se lembra do Mindelo Meeting Point, da Interbase e os seus problemas… ninguem viu nada ,BOLINHAS de SABAO do PAICV e uma cegueira total do governo de JMN

  2. silva

    Meu amigo, MPD não pode fazer mal e justificar com o mal que o PAICV fez, assim não vamos a lado nenhum.

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