1º Ministro: “Que 2017 seja o ano onde juntos possamos superar desafios e alcançar a felicidade”

23/12/2016 04:31 - Modificado em 23/12/2016 04:31

O Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, deseja aos cabo-verdianos Festas Felizes e espera que 2017 seja o ano de renovações para que juntamente com o povo se possa alcançar a felicidade.

“Votos de um Natal pleno, repleto de paz, alegria e muita amizade. Que 2017 seja um ano onde juntos, possamos renovar esperanças, superar desafios e alcançar a felicidade”, escreve o Primeiro-ministro nas redes sociais. Onde a mensagem é dirigida em nome de todos os ministérios do governo cabo-verdiano.

Os internautas agradeceram e muitos retribuíram os votos de Boas Festas do 1º Ministro e há quem garanta que estará sempre ao lado do executivo para alcançar os desejos de Ulisses Correia e Silva. “Obrigada Sr. Primeiro-Ministro e amigo Dr. Ulisses Correia e Silva, igualmente desejo-lhe um Santo Natal e que em 2017 Deus guie os seus passos e os anjos guardem os seus caminhos. E nós estaremos consigo nesta caminhada rumo a um Cabo Verde de Paz, de Amor e de Prosperidade”, comenta Leontina Ribeiro.

Mensagens dirigidas ao Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva, são de Boas Festas, votos de saúde para que este possa governar Cabo Verde, sendo que os votos de uma boa carreira também façam parte do pedido dos cabo-verdianos. “Boas Festas e Feliz Natal! Desejo-lhe os maiores sucessos, pessoais e profissionais na governação de Cabo Verde! Desejo-lhe, igualmente, saúde, sorte e uma longa vida, meu caro amigo! Um grande abraço”, são os votos de Ulipio Fernandes.

  1. Jorge Palma

    Eu estou muito feliz porque recebi a restituição do IUR. Agradecido.

  2. $$$$$$$$$$$$$$$$$

    De promessas os caboverdianos já não têm lugar onde coloca-las senhor Ulisses Silva. Durante todo esse tempo de sua governação (7 ou 8 meses?) não há boas memórias a não ser pessoas a serem mandados para casa com mão a frente e outra atras. Em 2017 que será desgraça com despedimento dos trabalhadores dos TACV, etc etc

  3. Exmo. Senhor Primeiro-Ministro da República de Cabo Verde, Sr. Dr. Ulisses Correia e Silva

    Chegou ao conhecimento dos caboverdeanos através de uma informação, dita de viva voz pela Senhora Ministra da Educação, Maritza Rosabal, dando conta de que estão a ser preparadas alterações no sistema de ensino em Cabo Verde, passando o Ensino do Português para 2ª língua, ficando o “Dialeto Crioulo” como língua materna, a ser implementado já no início do próximo ano lectivo.

    De entre várias questões e problemas que estarão em cima da mesa, registam-se as seguintes:

    Sendo esta uma questão sensível, não consta que essa intenção tenha feito parte do seu programa eleitoral, pelo que supostamente o seu governo não está mandatado para esse acto, até porque nunca houve um debate sério, nem consta que a sociedade civil caboverdeana, a tenha debatida de uma forma alargada. Sabe-se apenas que essa ideia pertence a meia dúzia de indivíduos que vegetam à volta do poder.

    • Como será possível tal ideia, se a língua oficial de Cabo Verde é o Português, aliás consagrada na Constituição de República de Cabo Verde;
    • A sucessiva degradação do ensino do português nas Escolas, e no número de falantes, para não falar da escrita, prejudica o desenvolvimento cultural dos jovens estudantes caboverdeanos desde o pré-escolar ao ensino superior;
    • O quadro de pessoal docente está abaixo das necessidades, sem que se vislumbre qualquer medida para resolver este problema, deixando milhares de alunos caboverdeanos à mercê da ignorância e do desfalecimento intelectual e cultural; A degradação e desvirtuamento da utilização da língua portuguesa a favor do Crioulo é um atentado ao conhecimento;
    • Este conjunto de questões suscitam grandes preocupações quanto ao sentido das medidas, quanto à abrangência e, essencialmente, quanto à qualidade dos futuros quadros;
    • A estes problemas soma-se o antigo problema do crioulo falado nas outras ilhas, que continua a ser composto, por sotaques, fonias das culturas das dez diferentes ilhas, não obstante não existir material didático e nem sequer haver formação e critério nem nenhum estudo aprofundado do crioulo. O crioulo é sempre uma menoridade linguística que foi exprimida pelos escravos por não entenderem nem o português, nem o flamengo Belga nem o Inglês sem esquecer que a única razão que leva os portugueses a ajudar os caboverdeanos reside no facto de Cabo Verde pertencer aos PALOP e ter a língua oficial o Português;
    • Acresce, ainda, o facto de, a sra. Ministra ser de origem Cubana, vivendo uma realidade cultural mais próxima de Cuba, com os seus costumes e muito longe do português mas perto do Espanhol Cubano ou Castelhano se quiser;
    • A senhora Ministra, sabe-se que é casada com um alto funcionário da Câmara Municipal da Praia, activista ferrenho do crioulo. Segundo se sabe há longos anos que luta pela implementação do crioulo, num puro culto de ignorância, privilegiando o isolamento ao resto do mundo, não se vendo outra coisa no horizonte senão prejudicar a geração de jovens num futuro próximo;
    • Como explica que Angola com todo aquele poderio económico ainda por explorar, com cerca de 25 milhões de habitantes, e cerca de 48 dialectos, consegue fazer com que os seus cidadãos falem todos praticamente o português corectamente e Cabo Verde não? Como explica que S. Tomé sendo um território minúsculo, consegue manter os seus cidadãos a falar o português correctamente e Cabo Verde não? Como explica que Moçambique com cerca de 26 milhões de habitantes consegue que os seus cidadãos falem português, apesar das influências dos países da Commonwealth? Como se explica que Timor se empenha muito para manter o português nas suas escolas e Cabo Verde não? Será que os Caboverdeanos são mais inteligentes que os outros? Olhe que não, olhe que não sr. Ministro!
    • Explica-se apenas pela teimosia dos nossos governantes, pelas influências do jogo do poder em quererem ser diferentes dos outros primando pelo isolamento num mundo cada vez mais global. Esse isolamento, reflete na boca dos governantes caboverdeanos quando nos discursos os ouvimos falar mal o português. Quando um líder africano fala, sabemos logo se é caboverdeano ou não, pelo simples facto de se expressarem muito mal a língua oficial do seu próprio País. Isso é triste, preferia ouvi-los a expressar em crioulo. Assim teríamos a certeza que ninguém os escuta nem os entende.
    Assim sendo, ao abrigo do direito à indignação, venho por este meio pedir que abandonem a ideia da implementação do crioulo nas escolas de Cabo verde que não é mais do que um exercício de vaidade e de pura ignorância, prejudicando o futuro dos jovens.
    Não obstante do que atrás foi exposto, lembro a V. Exa que o português é quinta língua mais falada no mundo com 244 milhoes de falantes, é uma das línguas oficias na Comissão Europeia, e na ONU. Também não se entende o discurso assumido por V. Exa, da intenção de Cabo Verde entrar para o espaço Schengen. Cabo Verde já fez parte integrante da Europa, quis sair nos anos de alucinações dos Independentistas, agora quer entrar como falante do crioulo na Comunidade, como explica isso? – É caso para perguntar se os governantes estão bem da cabeça. Pode dizer: – ah, o Primeiro-ministro português António Costa é a favor… Pois sim, ele andou a entreter os caboverdeanos com uma questão que não é questão.
    O comunicado do Governo, saída esta semana foi um exercício patético querer explicar o inexplicável. Saiba V. Exa. Que não vamos permitir tamanha ousadia em defesa dos interesses culturais dos jovens estudantes caboverdeanos e pelo futuro de Cabo Verde que bem precisa de gente capaz.

    Acreditando na sua seriedade e honestidade intelectual. Por isso peço-lhe que em nome de uma boa educação, faça a Sra. Ministra abandonar essa ideia sem pés nem cabeça.
    Utilizando uma expressão sua, nós a massa crítica esperamos nunca o ver doente “COM SINTOMAS DO PODER”. Votos de uma boa governação, Feliz Natal e um excelente Ano 2017.
    Melhores cumprimentos
    Adérito Barbosa

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