Trabalhadores da Electra marcam greve para os dias 11 e 12 de Janeiro

22/12/2016 08:08 - Modificado em 22/12/2016 08:08
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Caso a administração da Electra não resolver os assuntos pendentes dos trabalhadores, os mesmos prometem avançar para uma greve a nível nacional. A greve está agendada para os dias 11 e 12 de Janeiro do próximo ano. Ainda este ano, está marcada uma manifestação de protesto no dia 28 de Dezembro. Em causa estão várias reivindicações, o ajuste salarial, a atribuição do subsídio de alimentação, o aumento do subsídio de turno e o cumprimento do acordo colectivo de trabalho.

O Secretário permanente do Sindicato de Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pescas, Joaquim Tavares, considera justas as reivindicações dos trabalhadores que desde 2011 perderam o poder de compra enquanto que a Electra tem conseguido lucros. O mesmo apela a uma maior sensibilidade por parte da empresa para com os seus trabalhadores.

Das propostas feitas, a empresa apenas concordou aumentar de 1 por cento o subsídio de turno, ou seja, de 19 para 20 por cento, medida essa que não abrange todos os funcionários. Apesar de vários diálogos de negociações, as partes envolvidas não chegaram a um entendimento, por isso, prometem uma manifestação no dia 28 de Dezembro no sentido de mostrarem indignação perante tanta “inflexibilidade”.

“A Electra tem vindo a ter resultados líquidos positivos desde 2014. Não pedimos muito, dois por cento de aumento e mais dois para o aumento do poder de compra. Mesmo assim, a Electra mostrou-se intransigente”.

Tavares mostra-se preocupado com os 74 trabalhadores afectos à distribuição da água que estão numa situação incerta, sem respostas em relação às suas transferências. “Os trabalhadores estão numa situação de incerteza e de insegurança”.

O Secretário considera que esses trabalhadores conquistaram os seus direitos consagrados no acordo colectivo de trabalho.

Caso a Electra permanecer com a sua decisão em não resolver as reivindicações sobre o aumento salarial, atribuição de subsídio de alimentação, aumento de subsídio de turno e cumprimento do acordo colectivo de trabalho, os trabalhadores deverão recorrer a outras formas de luta. Por isso, agendaram uma greve nacional para os dias 11 e 12 de Janeiro de 2017.

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