ME: “o ensino do português como segunda língua não é uma desvalorização”

21/12/2016 07:13 - Modificado em 21/12/2016 07:13

O anúncio da Ministra da Educação, Maritza Rosabal, sobre a implementação do ensino do português como língua segunda já no próximo ano lectivo, é uma medida estipulada na Lei de Bases do Sistema Educativo desde 1993 e o Governo assegura que essa medida foi adiada porque se exigia a formação e produção de materiais didácticos. Devido a este facto, o português manteve-se como se fosse a língua materna, mas com consequências negativas nos resultados dos estudantes cabo-verdianos.

O anúncio da Ministra da Educação está estipulado pela lei, sendo que esta poderá não ter sido divulgada, uma vez que apanhou de surpresa alguns opositores a esta medida, mas o Governo esclarece que “atendendo ao quadro linguístico cabo-verdiano, no qual os falantes não dominam a língua portuguesa com a mesma competência e fluência com que dominam o crioulo, a Lei Base do Sistema Educativo aprovada em 1990, definiu o objectivo de promover a utilização adequada da língua portuguesa como instrumento de comunicação e estudo. A Portaria nº 53/93 publicada no BO nº 23, define, no seu artigo 4º, que a metodologia adoptada encara a Língua Portuguesa como uma língua segunda, deve dar tratamento científico às interferências linguísticas e ao erro, pelo recurso adequado e oportuno à Língua Materna” lê-se em comunicado.

A problemática do português como língua primeira de Cabo Verde “traduz-se numa eficácia do sistema muito baixa, onde apenas 44% das crianças que começam o primeiro ano finalizam o 12º em tempo. Temos muitas perdas” frisa a Ministra da Educação Maritza Rosabal que no seu mandato anunciou esta mudança e pretende reverter este quadro ao introduzir a abordagem da Língua Portuguesa como segunda língua nos processos de ensino e aprendizagem a partir da educação pré-escolar. Neste sentido, o Governo espera que com esta alteração prevista na lei, os estudantes possam desenvolver competências linguísticas e o domínio pleno da língua portuguesa e também contribuir para melhorias dos resultados das aprendizagens em todas as aéreas, para além de haver trabalhos realizados que demonstraram que esta medida será um ganho para o país.

Por fim, o Governo frisa que a abordagem do português como segunda língua não representa uma desvalorização da mesma, logo assegura que “não tem nenhuma conotação depreciativa e não mexe no princípio constitucionalmente consagrado do português como língua oficial. Antes pelo contrário, valoriza a língua através de métodos de aprendizagem cientificamente comprovados como sendo mais eficazes”.

  1. Augusto Galina

    Se o Ensino de Português não for administrado convenientemente teremos os ultras felizes e a maioria do povo marginalizado.
    Sem a lingua Portuguesa a população de Cabo Verde, mesmo tendo dificuldades nos primeiros anos de ensino, ficarà completamente marginalizada.

  2. anete Vital

    So a frase denuncia uma catastrofe iminente. NãO !
    Tudo isso para satisfazer o ego de um megalomano.
    Quel governa este pais ? O barco vai à deriva.

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