URDI com objectivo de catalisar sinergias e subsídios em prol da produção do artesanato

20/12/2016 08:55 - Modificado em 20/12/2016 08:55
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O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas promove feira no Centro Nacional de Artesanato e Design, com objectivo de catalisar sinergias e subsídios em prol da produção do artesanato e do design cabo-verdiano e promoveu a URDI-Fórum Permanente de Artesanato e Design que teve lugar nos dias 16,17 e 18 deste respectivo mês.

 

Um artista que deslocou de Santo Antão para esta feira em São Vicente, diz que está satisfeito e orgulhoso pelos seus trabalhos realizados e que o objectivo desta feira é continuar a mostrar que os artistas os produtos nacionais e também  mostrar que são uma classe que também fazem parte do desenvolvimento do País. O artesão adianta que gostaria que o artesanato fosse mais valorizado, mas adianta que na feira o reconhecimento foi positivo.

“O principal objectivo dessa feira é o inter-câmbio,de novos contactos e a experiência em si. Sendo assim através desta exposição as pessoas que nunca viram os meus produtos terão a oportunidade de vê-los nessa feira”,afirma César Rocha, um artesão de 42 anos. Este revela que a venda não é muita, mas o que vale realmente é a experiência, a oportunidade e a troca de contactos” assegura o artesão e participante da URDI.

Paulo Martins um criador de brincos,colares,garrafas,entre outros produtos,tudo decorado com búzios afirma que os produtos têm preços acessíveis, dos 200 escudos até aos 3 mil escudos. Sendo que na exposição estiveram presente vários produtos de origem nacional como promoção do trabalho local e com preços para todos os bolsos, diz Matias que trabalha com palhas e arame.Para o artesão, o governo deveria criar novas possibilidades para que eles possam criar uma economia sólida no país ajudando na  importação de algumas materiais e esclarece que no seu caso recorre as redes sociais para fazer estes contactos e ajudar-nos a ter uma identidade própria.

“O que antigamente era desvalorizado hoje é valorizado!Isto é a nossa cultura. É mais um motivo que mostra que precisamos de uma identidade, porque nós os cabo-verdianos desconhecemos o que nós somos”.

Por outro lado,Carlos Lopes,artesão e professor de formação para futuros artesãos, faz uma análise crítica e afirma que data escolhida não foi a mais adequada e que a divulgação não foi a esperada, mas acredita que foi um boa forma de mostrar os nossos produtos.

 

 

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