“Operação Príncipe III”: MP quer que os arguidos sejam julgados em Tribunal Colectivo

19/12/2016 08:15 - Modificado em 19/12/2016 08:15
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juiz3Após a realização da Audiência Contraditória Preliminar solicitada pelos arguidos no caso Príncipe III, os envolvidos foram pronunciados para serem julgados. O julgamento dos 12 arguidos ainda não foi agendado, mas sabe-se que a audiência deverá decorrer num Tribunal Colectivo.

Os arguidos envolvidos no caso “Operação Príncipe III” que em Abril do ano corrente culminou na apreensão de 280 quilos de cocaína no Sul da ilha do Fogo, deverão ser julgados em Tribunal Colectivo, isto após a realização da Audiência Contraditória Preliminar.

O navio de pesca brasileiro denominado Príncipe III, provinha do Brasil para fazer o transbordo de droga em águas cabo-verdianas, mas não terá chegado ao local combinado por falta de combustível.

A investigação foi desencadeada pela Polícia Judiciária que apreendeu 450 litros de combustível, armas e munições, telefones por satélite, 2 mil contos ECV, cerca de 4 mil dólares, 24 mil euros, além de vários documentos com relevância para a investigação criminal. A droga era proveniente da América do Sul, passaria por Cabo Verde e, posteriormente, seria exportada para a Europa.

Na altura, nove pessoas foram detidas mas apenas cinco ficaram em prisão preventiva, entre elas um cabo-verdiano, um russo e quatro brasileiros. Desde essa data os implicados encontram-se a aguardar o desenrolar do processo na cadeia de São Martinho, na Praia.

O combate ao tráfico tem sido uma das grandes preocupações das autoridades cabo-verdianas. A operação Príncipe III é a terceira grande apreensão de droga em Cabo Verde nos últimos cinco anos.

A primeira deu origem ao caso “Lancha Voadora”, em 2011, com a PJ cabo-verdiana a fazer a maior apreensão de droga de sempre no arquipélago: 1,5 toneladas de cocaína em elevado estado de pureza que estava armazenada num prédio da Achada de Santo António, na capital do país. Em Novembro de 2014, a PJ  apreendeu 521 quilogramas de cocaína na praia da Salamansa na ilha de São Vicente.

O julgamento do caso Príncipe III que acusa os arguidos de crime de Associação Criminosa e Tráfico Internacional de Droga deverá ser agendado nos próximos dias. Os advogados José Manuel Pinto Monteiro, Francisco Almeida, Félix Cardoso, José Henrique Freire de Andrade e José António Tavares são os responsáveis pela defesa dos arguidos.

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