Carnaval 2017: “Não podemos tratar de forma igual aquilo que é diferente” – Abraão Vicente

16/12/2016 08:20 - Modificado em 16/12/2016 08:20

abrao vicenteOs grupos carnavalescos da cidade da Praia acusaram o Ministro da Cultura e Indústrias Criativas de criar grupos de elite no Carnaval. Num post na sua página do Faceboock, o Ministro da Cultura Abraão Vicente reagiu da seguinte forma: “Não podemos tratar de forma igual aquilo que é diferente. E não podemos aplicar os mesmos recursos e as mesmas políticas quando temos focos diferentes para cada região e para cada ilha. Por outro lado e apesar das diferenças de foco, também estamos a trabalhar noutros pacotes para apoiar o Carnaval noutros Municípios em parceria com as Câmaras Municipais”.

 

A decisão do Governo de atribuir uma fatia maior aos grupos carnavalescos das ilhas de São Nicolau e de São Vicente foi vista pelo grupo da Praia como uma forma de discriminação. Para os grupos Vindos do Mar, Vindos d´África, Estrelas da Marinha e Inter-vila que exigem a correcção da decisão de modo a repor a igualdade de oportunidades a todos, “o Governo deve ser um parceiro e não um criador de elites do Carnaval de primeira e de segunda”.

“Caso o Ministério da Cultura não reconheça o erro e não dialogue connosco, a Cidade da Praia não terá o Carnaval que se queria. Aliás, vamos solicitar ao Presidente da República que intervenha neste assunto para a resolução do problema”, defende o activista Vladimir Ferreira do Grupo Vindos do Mar.

O Ministro da Cultura Abraão Vicente acredita que os incentivos são atribuídos “de forma transparente e com a devida divulgação pública” com a intenção de fomentar a qualidade do produto “Carnaval” como marca turística.

Abraão Vicente esclarece na sua página do Facebook que através da Taxa do Turismo, o Governo “priorizou uma maior transferência de recursos para as ilhas onde há mais procura no sentido de se qualificar o turismo. Falamos do Sal e da Boavista. Através do Edital “Carnaval factory” priorizámos as duas ilhas onde o Carnaval se tem mostrado como um produto de qualidade para o turismo com o foco de criar postos de trabalho e qualificar o Carnaval”.

O mesmo defende que “não podemos tratar de forma igual aquilo que é diferente. E não podemos aplicar os mesmos recursos e as mesmas políticas quando temos focos diferentes para cada região e para cada ilha. Por outro lado e apesar das diferenças de foco, também estamos a trabalhar noutros pacotes para apoiar o Carnaval noutros Municípios em parceria com as Câmaras Municipais”.

 

  1. Carnaval do Mindelo é a melhor de Cabo Verde, prima pela qualidade portanto é um manifestação cultural mais turistica de Cabo Verde que arrasta multidões e é transmitido ao vivo pela Televisão de Cabo Verde todos os anos, portanto é um Carnaval diferente e tem a sua marca Internacional onde recebe milhares de visitantes, este é que a diferença meus senhores, vejam a quantia em prémios disponibilizados pela Câmara Municipal, bem como dos Ministérios da Cultura durante anos atráz em que há uma corte Real, onde temos as personalidades que compõem essa corte ou seja o Rei a Rainha bem como as damas, Porta-bandeiras e a tão chamada Raínha de bateria que dá um toque especial pela sua beleza e dança. Portanto essa Corte de Alteza real Carnavalesca está em S.Vicente e é renovada anualmente.

  2. Augusto Galina

    Mais uma manifestação descarada. Se as “outras” ilhas são choronas Santiago é sem vergonha. Quanto recebeu sem que o resto recebesse um simples sinal.
    A Praia ainda não compreendeu que nunca teve Carnaval que tivesse alguma reputação nacional quanto mais no estrangeiro.

  3. COCULUCHO

    Já é hora bastantemente suficiente para dar um basta neste menino leviano que só envergonha o país e governo do MPD.

  4. Cabo Verde unido

    Paxenxa, Ministro bu ca tem vergonha, manxi bu da calaca, mas, parcem ma bu ca ta dura na governo.
    Carnaval da Praia tem stória, pena ki nhu ca de Praia pa nhu intendi, ou nhu ca cré intendi.Mas culpadu é ca nhó, culpadu é Ulisses que pusta na um ministro fracote que cré caba cu tudu cusas dretu e divide Cabo verdianos.

  5. Aninha

    Espero que na hora de distribuir o orçamento para os projectos de desenvolvimento económico o Governo aplique o mesmo critério! Ou seja quem mais contribui para o PIB vai ter mais investimentos em infraestruturas económicas, sociais, de saúde, etc. Que a discriminação não aconteça só “nas saburas” mas também no esforço dos que trabalham!

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