MP censura postura do Agente da PN que atirou num jovem

15/12/2016 08:11 - Modificado em 15/12/2016 08:11
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armaDesentendimento entre um agente da polícia e um grupo de jovens termina em agressão a tiro onde três pessoas ficaram feridas. Na sequência do ocorrido, um jovem foi atingido  com um tiro numa das pernas. O agente em causa alega que foi agredido com bofetadas e aperto de pescoço por um dos jovens o que o levou a apresentar uma queixa-crime.

Tudo terá ocorrido no passado dia 13 de Novembro quando o agente da PN entrou em conflito com três jovens que se encontravam no Freedom, local de divertimento na cidade da Praia. O desentendimento terá sido motivado na sequência de um palavrão proferido por um dos elementos do grupo.

Indignado, o agente que se encontrava à paisana abordou o jovem o que terá motivado uma briga, tendo o agente agredido o jovem com uma bofetada e a vítima ripostado da mesma forma. Segundo o agente, alguém ter-lhe-á apertado o pescoço. Diante da confusão que se instalou no local, mais duas pessoas tiveram de receber cuidados médicos, uma vez que ficaram feridas.

Júlio que recebeu o tiro nas pernas foi detido pela Polícia Nacional ainda no hospital após ter recebido cuidados médicos. Contudo, Elisandro, agente em causa, apresentou uma queixa contra Júlio.

O arguido foi acusado de um crime de ofensa simples contra o agente da Polícia Nacional. Entretanto, o Ministério Público considera que a postura do agente não foi das mais adequadas, uma vez que utilizou a agressão física para resolver a situação. “A postura exigida ao agente enquanto autoridade não foi posta em prática”.

O representante do MP aconselha o agente a ter mais frieza na abordagem, pois o acto poderia ter consequências maiores”. Para o MP, não houve provas de ofensa contra o agente, mas sim um jovem que foi agredido com bofetadas e com um tiro nas pernas, por isso, diz ter dificuldades em sustentar uma condenação contra o arguido.  

A defesa considera que houve “excesso de defesa por parte do agente”, portanto, defende que não houve crime de ofensa simples à integridade física contra o ofendido. O advogado pede a absolvição do seu constituinte em nome da inocência, in dubio pro reu, sustentando a tese de “versões antagónicas das testemunhas”.

O mesmo deixa saber que as pessoas que ficaram feridas na sequência do disparo entregaram uma queixa-crime contra o agente. O desfecho do caso terá lugar no dia 19 de Dezembro.

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