UCID acusa CMSV de fazer perseguição política através da mobilidade interna de funcionários

15/12/2016 08:08 - Modificado em 15/12/2016 08:08
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António-Monteiro-6A UCID insurge-se sobre a política de mobilidade adoptada pela Câmara Municipal de São Vicente (CMSV). “Tivemos conhecimento”, avança o Presidente do partido António Monteiro, “da mobilidade que a CMSV está a fazer neste momento. Mobilidade que a UCID questiona porque do nosso ponto de vista, se está a utilizar a mobilidade para levar a cabo uma perseguição daqueles que não lêem pela cartilha do Presidente Augusto Neves”.

Considera que “um cidadão tem toda a liberdade de escolha política para apoiar este ou aquele candidato”. E ainda que “este assédio moral e perseguição política é algo de inadmissível em democracia”.

As declarações do Presidente da UCID são motivadas, como explica, pelo facto de ter tido conhecimento que “determinados funcionários estão, neste momento, a ser perseguidos politicamente por não terem apoiado a candidatura do Presidente”.

Monteiro não entende como é que um cidadão formado em Administração e que já exerceu várias funções dentro da Câmara e que estava no Gabinete de Estudos e Projectos, “é atirado, neste momento, para a estação de tratamento de águas residuais porque esteve na lista da UCID nas autárquicas”. Este é o caso em destaque do Presidente da UCID, afirmando que há mais casos do género.

Munido com o despacho do funcionário da CMSV, diz não entender o que está escrito no despacho: “A CMSV tem vindo a adoptar na sua gestão, a política de mobilidade pessoal no intuito de melhor motivar os funcionários”. E questiona se realmente a intenção do edil é de motivar os trabalhadores. Ainda no despacho lê-se que o funcionário vai ser colado na ETAR para desempenhar as suas funções e questiona “quais as funções que vai desempenhar”. Diz que o caso é grave vindo de alguém que é psicólogo.

“Motivar o funcionário retirando-o das suas funções de técnico de gestão é mesquinhice, é triturar viva uma pessoa, e a UCID não aceita que isso faça escola”. Refere ainda de outra situação de um funcionário licenciado em Gestão e que tem exercido as funções de capataz no cemitério, outra situação que diz não entender senão de se tratar de perseguição política.

E como Monteiro afirma: “Claro que a UCID irá tudo fazer para, judicialmente, tomar as medidas para que qualquer cidadão se sinta livre e tranquilo e não tenha medo de participar nas futuras eleições e embates políticos para ajudar a melhorar a vida dos cidadãos e dos munícipes em geral”. Assegura que o partido vai avançar para o Tribunal hoje ou amanhã para “impugnar a decisão, neste caso em concreto, por se tratar de assédio moral”.

Além de fazer a denúncia, diz que exige do MpD, como partido vencedor das últimas eleições, que “na sua cúpula e na pessoa do seu Presidente, analise estas práticas e ponha cobro a estas situações, para que não façam escola em Cabo Verde, em particular, em São Vicente”.

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