Violência no meio escolar foi objecto de debate na Praia

14/12/2016 08:06 - Modificado em 14/12/2016 08:06
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sem-violenciaA violência física e psicológica tende a aumentar no meio escolar, consequências do ambiente familiar e da própria escola. Um tema que serviu de objecto de debate na cidade da Praia. Uma iniciativa do Centro de Investigação e Formação em Género e Família e a Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes da UNI-CV, em parceria com o Ministério da Educação. “Subsídios apontam para um aumento da frequência de actos e comportamentos considerados de violência física e psicológica que afectam a auto-estima das crianças e jovens”, afirma Ana Cristina Pires Ferreira da Faculdade de Ciências Sociais Humanas e Artes da UNICV.

Os registos de casos de violência no meio escolar têm sido muito frequentes. Alunos que se agridem uns aos outros, professores e alunos que se agridem fisicamente e verbalmente tornando o ambiente escolar num local de frequentes conflitos.

A situação de violência no ambiente escolar tem vindo a preocupar tanto as famílias quanto as escolas. O combate a este flagelo requer formação continuada dos profissionais da educação, reflexões e discussões sobre as causas da violência e suas manifestações.

Cientes das consequências deste problema, Delegados do Ministério da Educação e da Escola Segura da Polícia Nacional participaram, esta terça-feira, na cidade da Praia num ateliê onde foi lançado o projecto “Violência no meio escolar”. O projecto deve envolver professores, estudantes e responsáveis dos serviços de acção social das escolas.

Ana Cristina Pires Ferreira da Faculdade de Ciências Sociais Humanas e Artes da UNICV considera que o aumento da frequência de actos e comportamentos considerados de violência física e psicológica tem afectado a auto-estima das crianças e jovens.

Segundo a mesma, as causas provêm do meio familiar e do próprio ambiente escolar. O projecto de estudo tem financiamento dos Escritórios das Nações Unidas em Cabo Verde e foi apresentado também em São Vicente.

Clementina Furtado, Coordenadora do Centro de Investigação e Formação em Género e Família, frisa que “a percepção é que há violência, mas temos de ter um estudo científico para comprovar, saber quais os tipos de violência que existem, quem são as pessoas que praticam esse actos, os agressores, as vítimas, as razões que poderão estar por detrás dessa violência e as suas consequências”.

Agressões físicas e psicológicas têm acontecido entre professores e alunos. Os tipos de violência mais comum dão-se entre os próprios estudantes: violência psicológica, gestos obscenos, perturbações e indisciplina são as mais frequentes.

O grande problema é que a violência tem tomado proporções preocupantes. Os alunos agridem com armas brancas e, por vezes, com armas de fogo. Agressões físicas entre professores e alunos têm sido bastante frequentes nas escolas em Cabo Verde.

Ilaria Carnavalli representante adjunta das Nações Unidas em Cabo Verde, acredita que “precisamos de educar as crianças e os adolescentes a prevenir os tipos de violência neste meio escolar e também precisamos de educar e capacitar os educadores para prevenir e identificar esses tipos de violência imediatamente”.

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