Hospital Baptista de Sousa: Retroativos pagos…ou…problemas resolvidos e desafios a conquistar

14/12/2016 07:57 - Modificado em 14/12/2016 07:57
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Hospital Baptista Sousa_2O pagamento dos retroativos dos funcionários do Hospital Baptista de Sousa “está em andamento”, como revela a diretora do hospital, Ana Brito. Em entrevista ao NN explica que já foi paga uma parte, faltando ainda cento e quatro trabalhadores, que vão ser contemplados ainda esta semana, e mais nove trabalhadores que já não fazem parte da instituição. E reconhece o motivo que deixa os funcionários abalados, quando se trata de questões financeiras, e sublinha que o problema está ultrapassado.

“Sentimento de ânimo já aumentou, o problema financeiro abala qualquer família cabo-verdiana, e as pessoas estão bastante satisfeitas”.

Greve dos médicos das urgências

Outro problema ultrapassado pelo hospital foi a questão do pré-aviso de greve entregue pelos médicos da urgência dos adultos, o qual já foi retirado, depois de negociações entre o hospital e os trabalhadores.

Como explica aos trabalhadores estavam a pedir uma mudança de escala de vinte e quatro horas, que estava a vigorar desde de Setembro. “Alegaram que havia muito cansaço mental e físico, e como era a maioria, agora estamos a rever o processo e conseguimos fazer uma escala de doze horas”.

A diretora sustenta, que apesar da insatisfação dos médicos, afirma que a escala anterior seria mais vantajosa para hospital tendo em conta os recursos humanos hospital. Mas, “os colaboradores pensaram diferente, agora vamos tentar a escala de 12 horas, e tentar adaptar as necessidades do hospital”, tendo em vista a satisfação dos profissionais.

Pontos da última escala que a diretora quer que seja mantida é a de um especialista nas de urgência para atender os casos mais graves, e um médico de comunidade de clínica geral para analisar os outros pacientes. E “importante”, sempre manter dois médicos a noite, e evitar a situação de “chamar médicos durante a noite para atender os pacientes.

Em relação a escala de doze horas refere a “previsibilidade de escala. Perde porque tem mais passagens de turno, e tem uma hora que tem uma paragem nas urgências para passagem de turno. Espero com a colaboração conseguiremos ultrapassar estes tipos de problemas e com boa vontade podemos ultrapassar”.

O hospital e a nova direção

“Esta tentativa de organizar banco de urgência, é para também organizar as consultas externas. Ana Brito menciona a necessidade de aumentar as consultas externas e de especialidades para que os médicos possam “controlar os doentes a nível laboratorial e não através da urgência. O ideal é controlar o doente e garantir as consultas, para que não tenha necessidade de ir para urgências”.

O fluxo de pessoas que procuram as urgências continua elevado, e como sublinha a diretora, é um problema mundial. E que, “a maioria das pessoas não precisam vir para urgências, são casos que possam ser tratados com uma atenção primária”. A triagem de Manchester visa ajudar na prioridade de atendimento dos utentes, mas acredita que “precisa aprimorar a triagem”, já que em todos lugares de implementação sofre adaptações.

E dos desafios que menciona para futuro é a carência de equipamentos, e manutenção dos equipamentos, humanização dos serviços, organização científica e clima do hospital, e organização de vários sectores.

 Em relação aos sectores a organizar sublinha a mamografia, “que encontrou num estado de estagnação”. O hospital tem trabalhado neste sector, como revela, e um protocolo a assinar com a Rottary Club e o INPS o hospital vai adquirir o restante dos equipamentos. E adianta que em pouco tempo o serviço de mamografia vai estar funcional.

E aos desafios acrescenta a execução do master plano do hospital, isto por carência de profissionais na área de engenharia e arquitectura hospitalar. E estão a espera de ajuda externa para seguir com o plano, que inclui o hospital velho, “que desde do seu início nunca sofreu alteração”.

E outro desafio é a lavandaria do hospital que sofreu reformas para salvaguardar as regras anti contaminação, e as obras já começaram.

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