Taekwondo: atletas pedem mais apoio para se poderem manter a nível mundial

13/12/2016 07:11 - Modificado em 13/12/2016 07:11
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Sofia ReisSofia Reis, considerada uma das promessas do Taekwondo Nacional, tem deixado este estatuto de promessa para assumir o lugar de destaque dentro da modalidade. Com um começo em São Vicente, onde teve contacto com a modalidade, teve a felicidade de ter uma bolsa e continuar a dedicar-se à modalidade nos Estados Unidos da América (EUA).

“Desde que cheguei aqui melhorei muito em termos físicos, técnicos e com mente mais aberta para o desporto devido às oportunidades que se encontram aqui e que não tinha em Cabo Verde. Em Cabo Verde só tinha a minha equipa para treinar. Aqui, vamos para outras escolas noutros Estados para treinar. É  mais treino e experiência”, sublinha.

A questão da falta de competições é um tema abordado por várias modalidades. Problema que não encontra nos EUA com torneios constantes que a ajudam a melhorar o nível atlético e competitivo. “Também fica mais fácil ir para torneios aqui. Em Cabo Verde era de vez em quando, isto é, para os grandes torneios. Com certeza que quero continuar a treinar aqui. É muito mais treino, mais preparação, mais oportunidades, um horizonte mais vasto”, evidencia. Apesar de “gostar imenso de Cabo Verde” espera continuar por aqueles lados “para melhorar não só no desporto, mas também na vida”.

A atleta foi contemplada em 2015 com uma bolsa de solidariedade olímpica, bolsa que expirou em Agosto passado, “sendo agora mais difícil continuar a treinar” nos EUA. “O Comité Olímpico e a Federação têm-me ajudado com algumas competições mas preciso de mais ajuda visto que a ida para competições é muito importante para ganhar pontos no ranking mundial”.

A atleta encontra-se, de momento, na 48ª posição do ranking, ela que já esteve na quarta posição a nível africano. Diz que o facto de não ter participado nalgumas competições custou-lhe a descida no ranking, com as adversárias a somarem pontos. “O ranking é de extrema importância para os Olímpicos também porque no Taekwondo se estiveres entre os 6 melhores do mundo qualificas-te directamente para os JO. Os 32 melhores do mundo participam no Grand Prix, que é uma competição de muito alto nível”.

E com estas ideias em mente, lança o repto, no sentido de poder continuar a praticar a modalidade a nível mundial e representar da melhor forma o país. “É para isso que eu estou a pedir apoio para continuar com os treinos aqui, devido à minha dedicação e à minha prestação durante estes anos na equipa nacional. O único apoio que tenho, de momento, é o da minha família e do meu treinador Joe Pina que me ajuda nos treinos e na estadia aqui. Se não fosse por ele, não seria possível estar mais aqui. Peço ajuda ao Governo e à Direcção-geral do Desporto de Cabo Verde”.

Como sublinha, o pedido não é apenas para ela, mas também para os colegas da equipa nacional. E, acrescenta que as ajudas podem não ser apenas em termos financeiros, mas fica o pedido de equipamentos de treino e competição. “Isto para sentirmos que não estamos sozinhos”, desabafa.

Gala do Desporto

A atleta já é uma cara da modalidade do Taekwondo e revela a sua tristeza por nem ela e nem um dos seus colegas que têm dado medalhas ao país no Taekwondo foram nomeados na gala, incluindo a atleta que se qualificou para os Jogos Olímpicos no Brasil.

“Gostaria que dessem mais atenção ao nosso desporto não só pelos títulos, mas também pela dedicação com que o praticamos. O nosso treinador conseguiu qualificar uma atleta para os Olímpicos e nem mesmo eles foram nomeados para a Gala do Desporto. Temos atletas com grande talento e dedicação em Cabo Verde, se tivermos mais apoio continuaremos a fazer história”.

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