Jornadas de Língua Portuguesa, Investigação e Ensino recomendam ensino bilingue

12/12/2016 07:16 - Modificado em 12/12/2016 07:16

professorNum momento em que as declarações da Ministra da Educação sobre o ensino do português como língua não materna gera debate nas redes sociais, as segundas Jornadas de Língua Portuguesa, Investigação e Ensino que decorreram na cidade da Praia recomendam o aprofundamento do modelo de ensino bilingue no país e reforçar a formação de professores para a melhoria da eficiência do ensino neste quadro. Foram feitas declarações que mostram que o ensino bilingue que decorre em fase experimental, está a produzir resultados considerados “satisfatórios”.

As turmas de ensino da língua materna cabo-verdiana duplicaram num espaço de dois anos, uma experiência que as autoridades locais dizem que ajuda os alunos a melhorar o seu desempenho e a ter a consciência da identidade cabo-verdiana. A introdução do crioulo nos currículos escolares aconteceu no ano lectivo de 2013/2014 em duas escolas-piloto na ilha de Santiago, mas foi alargado a oito escolas, mais duas na ilha de Santiago e duas na ilha de São Vicente. O alargamento permitiu também aumentar o número de professores, que agora são 10 e também de alunos, que neste momento são 150.

 Os participantes das Segundas Jornadas de Língua Portuguesa, Investigação e Ensino estiveram a debater várias temáticas relacionadas com modelos de ensino bilingue e práticas de educação plurilingue, entre outras.

De acordo com a Directora da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, Amália Melo Lopes, as jornadas foram também uma oportunidade para importantes trocas de experiência.  

As recomendações do encontro vão merecer, doravante, uma ampla divulgação, de forma a serem consideradas pelas entidades nacionais ligadas ao ensino, realça a Directora da Cátedra.

Participaram nas Segundas Jornadas de Língua Portuguesa, Investigação e Ensino, professores de língua Portuguesa da UNICV, professores do Ensino Secundário e representantes do Ministério da Educação.

  1. Maria Júlia

    Sinceramente fico triste quando vejo que os supostos estudiosos da área da linguística, defendem o crioulo nas escolas. Já está mais do que provado que o crioulo, prejudica sobremaneira o aprendizado das outras línguas. O custo/benefício de uma decisão do tipo que supostamente trará valor acrescentado a Cabo Verde, pelo contrário afasta-nos dos grandes centros de desenvolvimento.
    Porquanto deixo um apelo aos decisores deste país, para projetarem um Cabo Verde integrado e desenvolvido…significa apostar nas línguas estrangeiras: Português, Inglês e o Francês. Vamos investir os recursos (que são muito poucos) em projetos rentáveis, diversificados e integrados, que dê autonomia a CV a longo prazo. Como bem defendido, o turismo, o mar, portos, aeroportos … Vamos reunir atores de diferentes sensibilidades da economia e decidir Cabo Verde, há muita gente no anonimato e com boas ideias para o desenvolvimento de Cabo Verde…Vamos transformar Cabo Verde, num país mais próspero e sustentável…Para isso, pensemos 1º a atual política de ensino… Vamos definir estratégias e políticas, para que possamos aumentar o número de profissionais sérios em Cabo Verde no longo prazo. Comecemos desde a base (pré-escolar) até a universidade. Estão os professores qualificados para trabalharem as bases dos profissionais que se quer para Cabo Verde? Havendo riscos, que política (ou políticas) para os mitigar? Que tipo de formação? Que setores apostar ? Como fazer a integração ensino/ formação/setores de desenvolvimento? Que política (ou políticas) de desenvolvimento?…

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