TACV: Privatizar ou desmantelar, eis a questão

12/12/2016 07:03 - Modificado em 12/12/2016 07:03
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tacvA TACV há muito que tem sido um dos temas mais quentes em Cabo Verde. A situação da empresa preocupa o Governo, assim como a oposição mas, principalmente, os clientes que ficam ainda num impasse sem saberem o que poderá vir a acontecer. As informações tornadas públicas sobre a TACV não são animadoras. A empresa pode avançar para a privatização ou não.

Fevereiro é o prazo dado ao Governo pela Comissão Especializada de Finanças e Orçamento para se saber se se vai avançar ou não para a privatização. E a dúvida está entre liquidação faseada da empresa ou privatização. Neste capítulo, as opiniões divergem como demonstram as entrevistas feitas pelo NN.

A empresa, mesmo com todos os problemas, é uma empresa querida pelos entrevistados, visto que carrega a bandeira do país no mundo. E, por isso, a sua aposta deve ser na continuidade da empresa. “De todas as formas, a empresa é nossa, por isso, devemos fazer com que ela continue a existir”, opinião de Mateus Fortes. Na mesma linha de pensamento, Vicente Duarte é peremptório ao afirmar que Cabo Verde tem de continuar com uma empresa área pública. E explica que o Estado tem de trabalhar para fazer com que a empresa possa voltar à normalidade. E pensa que privatizar parte da empresa seria bom.

A privatização da empresa, para muitos, é a melhor solução, porque “ajudaria a manter a empresa em actividade e ajudaria as pessoas que trabalham na TACV a manterem o emprego”, como sublinha Alex Lopes. A privatização é vista com bons olhos para mudar o rumo da empresa que muitas preocupações tem dado aos clientes.

Por seu lado, os Governos passados, juntamente com os passados responsáveis da empresa, são considerados os culpados pela situação da empresa. “Penso que o Governo não soube resolver os problemas da empresa. Sempre ouvi dizer que a empresa não estava bem, mas que iriam resolver. Como não resolveram os problemas agora o problema ficou maior”, desabafa Fredson Delgado. E o pedido é de preservação da empresa.

Apesar da nostalgia criada por ser uma empresa nacional, a mesma não é alvo de elogios e as críticas são muitas. Por isso, há quem não tenha nenhum interesse pela empresa, ficando mais fácil desmantelá-la. “A TACV tem sido uma empresa que não presta bom serviço, está num momento crítico com muitas dívidas e o Estado tem gasto muito na empresa”, diz Anderson Neves. Lamenta a questão dos trabalhadores, mas confessa que “a TACV já não tem muito tempo de voo”, mas espera que possam encontrar uma solução para a situação.

Uma opinião convergente com a de Anderson é a de Daniel Silva que não mostra muita confiança na continuidade da empresa, não só pelos problemas que tem, mas também pelas “soluções que não têm chegado”.

Neste momento, a decisão do futuro da empresa encontra-se com o Governo que vai decidir o futuro da TACV. A questão da liquidação da empresa já foi negada pelo Governo. Resta agora saber a decisão final e os passos a dar, no caso do Governo optar pela privatização da TACV.

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