A maior favela do Brasil já tem uma Unidade Pacificadora da Polícia

21/09/2012 07:27 - Modificado em 21/09/2012 07:27
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A inauguração esta quinta-feira de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) constituída por 700 agentes marcou a instalação oficial das forças de ordem na Rocinha, a maior favela do Brasil, situada no coração da zona mais rica do Rio de Janeiro.

 

Com uma população calculada em 70 mil habitantes, o processo de “pacificação” da Rocinha começou em Novembro de 2011, com o exército e a polícia a ocuparem a favela. Com o apoio de blindados e helicópteros, as autoridades conseguiram expulsar os traficantes de droga que ali faziam a lei há 30 anos.

 

Os níveis de violência diminuíram e os gangues armados desapareceram das ruelas do bairro. No entanto, ao longo do último ano ainda se registaram 12 homícidios nesta comunidade que ocupa 842 mil metros quadrados nas colinas que descem em direcção ao mar, entre São Conrado e a Gávea.

 

Desde Novembro que 400 polícias controlam a Rocinha, mas a partir desta quinta-feira 700 homens especialmente treinados para fazer face aos problemas da comunidade vão substituí-los.

 

A nova UPP “continuará a procurar a proximidade com os habitantes, cuja ajuda e denúncias anónimas são fundamentais para o trabalho da polícia”, sublinhou a direcção da Polícia Militar.

 

“A reconquista é permanente para preservar as vias e a liberdade dos habitantes (…) Nós não vamos poupar esforços e é por isso que estamos muito satisfeitos de ter esta oportunidade de nos aproximarmos da população da maior favela do Brasil”, disse o coronel Rogério Seabra, que coordena as UPP.

 

A unidade da Rocinha é a 28º a ser instalada numa das 750 favelas do Rio de Janeiro, no quadro do programa de “pacificação” das favelas com vista ao Mundial de futebol de 2014 no Brasil e aos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

 

Até 2014 a Polícia Militar quer instalar ainda 40 UPP nas favelas mais perigosas da cidade.

 

 

 

 

 

jn.pt

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