Funcionária diz que foi pressionada a alterar o relatório de voo da Lamia

9/12/2016 08:19 - Modificado em 9/12/2016 08:19
| Comentários fechados em Funcionária diz que foi pressionada a alterar o relatório de voo da Lamia

chapecoenseaviaoA funcionária do organismo de controlo de tráfego aéreo da Bolívia que alertou para irregularidades no voo da companhia aérea Lamia, que na semana passada caiu vitimando 71 pessoas, disse esta quinta-feira ter sido alvo de pressões.

Aeroportos e Serviços Auxiliares da Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo que, antes da partida do avião em que seguia a equipa de futebol brasileira do Capecoense, questionou a circunstância de a duração estimada do voo ser igual à autonomia declarada, pediu, entretanto, asilo no Brasil.

«A minha assinatura e carimbo no plano de voo não representam uma aceitação do documento nem uma autorização a uma aeronave para a realização de um voo», escreveu numa carta publicada pelo jornal boliviano El Deber.

Castedo disse ter apresentado cinco observações ao plano de voo em três ocasiões, a primeira duas horas antes da descolagem e a última vinte minutos antes, todas incidindo sobre a circunstância de a autonomia declarada ser insuficiente para a realização do voo.

As autoridades bolivianas alegam que Castedo apresentou o relatório depois do acidente e sustentaram que Castedo estava obrigada a informar os seus superiores das objeções detetadas e recusar o plano de voo tal como foi entregue pela companhia.

 

abola.pt

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.