Olavo Correia: “Queremos abrir a parceria com a UE ao sector privado e energético”

9/12/2016 07:31 - Modificado em 9/12/2016 07:31
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olavo-correia-oeO Ministro das Finanças considera que o financiamento de 12 milhões euros pela União Europeia    É um valor importante para o orçamento, para acorrer à situação em Santo Antão e para intervir em relação às mudanças climáticas, mas, mais do que o valor, está em causa uma relação de parceria forte entre Cabo Verde e a União Europeia “. Mas , o Ministro disse que Cabo Verde quer mais da parceria “Queremos abrir a parceria a áreas como o setor privado e o setor energético, mas também numa perspetiva regional para que possamos conseguir penetrar no mercado da CEDEAO [África Ocidental] através e com o apoio de empresas europeias. É uma parceria diversificada, forte, mas que tem espaço para melhorar “.

Olavo Correia, que falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura dos acordos de financiamento no valor de 12 milhões de euros para a resposta de emergência à ilha de Santo Antão e o combate às alterações climáticas.

Os 12 milhões de euros em financiamentos agora aprovados vêm juntar-se aos 50 milhões do acordo de ajuda orçamental da União Europeia assinado em outubro em Bruxelas.

A União Europeia vai financiar com 7 milhões de euros a resposta de emergência aos estragos causados pelas chuvas de setembro na ilha cabo-verdiana de Santo Antão.

O valor consta já do Orçamento do Estado para 2017 e destina-se à reconstrução e reparação de estradas destruídas pelas cheias e pelos desabamentos de terras, que afetaram principalmente a parte norte da ilha, bem como ao apoio aos agricultores que perderam as suas formas de rendimento.

A União Europeia irá financiar ainda com 5 milhões de euros um projeto no domínio ambiental com vista a aumentar a resistência aos riscos das alterações climáticas, que incidirá sobre a gestão florestal e a reflorestação do país e será implementado ao longo de quatro anos.

O diretor geral da Cooperação Internacional e Desenvolvimento da União Europeia, Stefano Manservisi, adiantou que a disponibilização do financiamento é uma “intervenção rápida para ajudar o governo e as populações à recuperarem deste choque”.

“O que se passou no Fogo ou em Santo Antão são efeitos de clima extremos e é preciso estar preparado para remediar, mas também ter um plano, métodos e conhecimento para enfrentar os efeitos de algo que, infelizmente, vai ser permanente”, disse.

Stefano Manservisi defendeu a necessidade de intervir em áreas como as técnicas de construção, de informação e de previsão e a organização das populações e prometeu, no âmbito da parceria especial da UE com Cabo Verde, trabalhar com o governo cabo-verdiano na disponibilização de meios financeiros para o efeito.

 

Fonte : LUSA

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