Regionalização: Entre um modelo e a distribuição de poder

9/12/2016 07:26 - Modificado em 9/12/2016 07:26

regionalizaçãoO debate sobre a necessidade ou não da regionalização já foi amplamente analisado, a próxima fase centra-se agora na escolha do modelo a adotar no país. Antes da realização das últimas eleições legislativas o MpD assumiu o compromisso com o O Grupo de Reflexão para a Regionalização de Cabo Verde o compromisso de regionalizar o país.

A questão do modelo a ser adoptado traz consigo a questão de como vai ser distribuído o poder. O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que no novo modelo “haverá dois órgãos, um que é deliberativo, a Assembleia Regional, e o outro que é executivo, que fará a governação da ilha, numa perspectiva global e integrado das necessidades das ilhas”. Ainda o modelo não foi apresentado publicamente, mas levanta questões sobre as novas figuras de poder que poderão surgir, assim como a questão da figura do presidente de câmara.

O Grupo de Reflexão para a Regionalização tem sido uma das vozes pró regionalização com varias actividades de sensibilização sobre o tema. Camilo Abu Raya, um dos membros do grupo, demonstra-se satisfeito pelo facto de um tema ter sido absorvido pelo novo Governo, e pelo facto de o debate sobre o modelo arrancar no início do próximo ano.

“Nos temos uma modelo que sempre defendemos que é a ilha região, porque cada ilha tem suas características e dinâmica..

Sobre a questão do poder e da sua distribuição, o grupo está a espera de receber o estudo por parte do Governo para depois opinar sobre o assunto. Mas voltando a questão da distribuição de poder Camilo afirma o seguinte: “Ainda não sabemos, mas o poder do Governo, da câmara, das regiões, não vai haver nenhuma área de conflito, basta que sejam bem definidos”. E para Camilo Abu Raya município, por exemplo, vai ter a sua gestão específica e a região não vai intervir. “Não vai haver conflito. O estudo vai delimitar o poder, como se vai fazer as eleições, quais são as taxas que podem colocar, entre outros ”.

E como antevê os partidos vão concorrer, e vai ter uma lista para assembleia, e a que ganhar vai nomear o governador, e este vai escolher os seus gabinetes, para as mais diversas áreas, “de modo que há todos os ingredientes para que a regionalização seja um sucesso”.

Admite que ainda existem pessoas com uma certa rejeição a regionalização, mas antes da socialização do estudo, feito pelo governo, vão apostar na sensibilização junto das pessoas. “Vamos informar as pessoas, e quando tiver em discussão o modelo para que as pessoas possam estar preparadas”. Para Camilo Abu Raya a regionalização será bastante benéfico para a ilha principalmente na área económica onde perspectiva melhorias que beneficiarão muitos, através da criação de postos de trabalho.

  1. APSU

    AGORA gostaria de saber quem vai alimentar ESTE MONSTROZINHO porque a DONA IVA ja nos levou a CARTEIRA

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