Português passa a ser ensinado como língua estrangeira

8/12/2016 08:32 - Modificado em 8/12/2016 08:32

maritza-rosabalA Ministra da Educação, Maritza Rosabal, anunciou que o português passa a ser ensinado como língua estrangeira, o que vem ao encontro do desejo de muitos pais e encarregados de educação que há muito pedem que o português não seja ensinado como língua materna. Isto pelo simples facto das crianças “não entendem o português” ou, como disse uma aluna da 1ª classe ao seu pai no fim do seu primeiro dia de aula, “papa um ca intende nada que quel senhora tava ta dze”. A Ministra explica o porquê da alteração. “A língua portuguesa é abordada como língua primeira de Cabo Verde, quando não é. Temos uma eficácia do sistema muito baixa, onde apenas 44% das crianças que começam o primeiro ano finalizam o 12º em tempo. Temos muitas perdas”.

Maritza Rosabal adiantou que entre os alunos cabo-verdianos a capacidade de leitura e interpretação e a proficiência linguística são questões que se colocam “com muita acuidade”.

“Toda esta duplicidade linguística afecta o processo. Reconhecemos que a nossa língua materna é o crioulo, mas como língua instrumental de trabalho e de comunicação temos de fortalecer a língua portuguesa”, sustentou a Ministra.

A responsável assinalou também “algumas dificuldades” de Cabo Verde na inserção no espaço lusófono.

“O Brasil exige provas de língua portuguesa aos nossos estudantes, o Instituto Camões exige provas de língua portuguesa o que quer dizer que apesar de estarmos no espaço lusófono, começamos a não ser reconhecidos como um espaço com proficiência linguística em português”.

Por isso, já no próximo ano lectivo, o ensino do português como língua segunda ou língua não materna começará a ser introduzido no Ensino Pré-escolar (4/5 anos) e no primeiro ano no Ensino Básico, estendendo-se depois progressivamente aos restantes anos do Primeiro Ciclo.

Neste momento, está em curso, segundo a Ministra, a elaboração dos materiais com o apoio do Instituto Camões que irá ainda dar assistência técnica na elaboração de metodologias, programas e desenvolvimento e alteração de currículos.

O protocolo envolve os Ministérios da Educação de Cabo Verde, de Portugal e o Instituto Camões.

Fonte: Lusa

  1. Augusto Galina

    “… muitos pais e encarregados de educação que há muito pedem que o português não seja ensinado como língua materna”.
    Que mentira mais grosseira !!! Esse nùmero e essa gente està circunscrita e todos sabemos da realidade. Cometem um crime enorme.

  2. Clara Medina

    Maritza Rosabal adiantou que entre os alunos cabo-verdianos a capacidade de leitura e interpretação e a proficiência linguística são questões que se colocam “com muita acuidade”.]
    Mas seja qual fôr o método que fôr introduzido o mesmo será condenado ao falhanço se em vez de começarem com os alunos não começarem primeiramente com os professores.
    Todos nós sabemos que após a independência grande número de semi-analfabetos foram colocados como professores e que desconheciam ou melhor não tinham o mínimo nível para ministrar a língua portuguesa e para camuflarem a sua ignorância recorriam ao crioulo com tábua de salvação.
    O resultado está à vista e o problema em vez de diminuir vai aumentar consideravelmente se Manuel Veiga, Marciano e outros com a mesma ideologia de introduzir o Alupek como língua oficial tiverem sucesso.
    Devo esclarecer que como aluna e não só eu, pois a maioria dos cabo-verdianos em Coimbra tinha estudado no Liceu Gil Eanes o nosso nível de conhecimento da língua portuguesa era motivo de inveja para muitos portugueses “nascidos e criados” em Portugal.
    Outra coisa não seria de esperar com mestres que dominavam com uma sublime maestria a língua de Camões, como Doutor Baltazar, Dona Maria de Jesus, Dona Felicia, Doutor Roque Gonçalves e tantos outros principalmente oriundos do Seminário de S.Nicolau.
    No meu tempo exigir um aluno com o sétimo ano dos Liceus uma prova de conhecimento do português para frequentar qualquer curso em Portugal era totalmente impensável.
    Outros tempos, outros valores, outras exigências.

  3. Malaguitinha

    Agradecia que alguém me explicasse o seguinte:
    Se a língua portuguesa vai ser ensinada como língua estrangeira, isto é, como o inglês, o francês, etc, isso quer dizer que a língua principal de aprendizagem na escola passa a ser o crioulo? Ou seja, passa-se a falar o crioulo durante toda a aula e quando for a hora da disciplina de português é que se vai ensinar a falar e escrever essa língua?
    Alguém me pode explicar? Será que estou ficando “gagá” e já não percebo o que esta gente anda a inventar? Ou é o Alupec a querer entrar de mansinho no nosso ensino?
    Como diz o outro, cada doido (neste caso é doida) com a sua mania.

  4. eduardo monteiro

    Já não dá mais para aguentar o colonialismo de Santiago. Vamos sair para a Rua e manifestar, gritar contra esta afronta.

  5. Julio Goto

    … caras de pouca vergonha!
    O Manuel Veiga defensor do dialecto Badiu , tem medo do REFERENDO, porque sabe qual e o resultado.Fora Badiu.
    Desrrespeitando aparece essa senhora a falar asneiras.

  6. Julio Goto

    … caras de pouca vergonha!
    O Manuel Veiga defensor do dialecto Badiu , tem medo do REFERENDO, porque sabe qual e o resultado.Fora Badiu.
    Desrrespeitando os caboverdeanos aparece essa senhora a falar asneiras.

  7. Dje Guebara

    Agora tem que obrigar os alunos a pronunciar palavras obsenas nas escolas, Lingua da Praia, gritar,” pupa” cagar, “còcò” ups obsena, sentar, “xinta” comer, “cumè” trabalho “trabadjo”. Que lingua mais selvagem como um bom badio dizia “Nha ghenti”. Nhas gente.

  8. Luis

    So arguem tolobasku e Ignoranti ki ta taxa ma inxina na lingua materna de um povo é um problema e barrera pa enxino di si kriansa e jovens.

    Mistura di complexo de inferioridade e atrasu mental ki ta fazi és ta pensa ma kenha ki sabi papia português é midjor ki kenha ki sabi papia Kriolo.
    Kenha ki pre prendi em Portugues tem soluços, é basta Emigra e bai estuda na Brasil ou na Portugal.
    Lingua de Caboverdeanus é Kriolu.

  9. António Firmino

    Meu Deus isso é uma loucura de todo o tamanho. A carroça a frente dos bois. Não existe nenhum material como por ex., dicionário, gramática e nem qualquer livro crioulo para esse tipo de ensino, quanta mais professor preparado para esse fim. Vamos todos unir para evitar essa loucura com nossas crianças, porque elas vão ser as maiores vitimas e a culpa é nossa se isso acontecer.

  10. Eliane Medina

    A língua é uma das maiores expressões da cultura,por isso estudar o crioulo como primeira língua está correto.Há que se valorizar a língua mãe,porém percebo a preocupação dos cidadãos deste país.Neste caso,a questão será qual a gramática a ser utilizada e a discussão sobre métodos e técnicas para o ensino para as aulas.
    Penso que vai durar um tempo para que as discussões entre educadores e ministério conclua a metodologia.
    Na verdade,quando trabalhei em Paul,no ensino secundário chamava a atenção dos alunos diversas vezes ´porque eles queriam sempre estar se expressando em crioulo,mas isso é natural.Como não falar a língua que nascemos ouvindo e começamos a falar?
    A discussão é complexa.
    Creio que vai dar tudo certo.Sou brasileira e não desisto nunca.Tenho duas filhas nesse pais e noto um pouco de dificuldade para elas se expressarem em português ,mas compreendo estão no país de origem.
    Muitas saudades ,muitas mudanças.por aqui então caiu uma avalanche.
    Vai dar tudo certo.

  11. Eliane Medina

    A língua é uma das maiores expressões da cultura,por isso estudar o crioulo como primeira língua está correto.Há que se valorizar a língua mãe,porém percebo a preocupação dos cidadãos deste país.Neste caso,a questão será qual a gramática a ser utilizada e a discussão sobre métodos e técnicas para o ensino para as aulas.
    Penso que vai durar um tempo para que as discussões entre educadores e ministério conclua a metodologia.
    Na verdade,quando trabalhei em Paul,no ensino secundário chamava a atenção dos alunos diversas vezes ´porque eles queriam sempre estar se expressando em crioulo,mas isso é natural.Como não falar a língua que nascemos ouvindo e começamos a falar?
    A discussão é complexa.
    Creio que vai dar tudo certo.Sou brasileira e não desisto nunca.

  12. Mario Silva

    Primeira mente corrigir a noticia a lingua portuguesa, vai deixar de ser ensinada como a lingua materna e não ser ensinada como lingua estrengeira. é Impossivel considerar ligua nacional de estrangeira. Depis dizer que isso tuso é o resultado de um pessimo sistema de ensino de há muitos anos em Cabo verde. O portugues jnunca foi lingua materna em, Cabo verde e nas decdas passadas os alunos desse pais numnca tiverem tantos problemas com essa lingua como agora. O que mudou? O sistema de ensino está mal.

  13. Adelino Andrade Lope

    mi ta konkorda plenamente ku nôs ministra, colonialismo kaba antigo mundo, nu tem ki valoriza kel ke de nôs.

  14. Julio Monteiro

    Qualquer dia a Guiné Equatorial está a falar melhor Português que Cabo Verde. Assim, como a língua deixa de ser importante , até a China pode ser Palop embora noutro continente. Qualquer dia, os Cabo-verdianos, fora de C.Verde passam a fazerem-se entender por gestos.

  15. raul caldas

    Sempre se disse e se irá dizer no futuro: se não tens capacidade intelectual e digna vai para o Governo,” ganhasse pouco mas é certinho”. Srª. ministra demita-se e não faça mais comentários relativamente á língua Portuguesa

  16. Ana GONÇALVES

    Exactamente! Mas vão lá entender isso?

  17. jose j. monteiro

    Pelo que vejo certas pessoas ainda nao desligaram dos portugueses.Eu pensso que a Ministra teve sabedoria de analisar a situacao que passa em cabo verde sobre a nossa lingua.Dou exemplo do Coracau eles tem uma mistura de linguas mas conseguiram oficializar a lingua deles. e conciderado como o Papiamento que tem um significado no nosso pais (conversar).E aceitavel que so aquel que nasceu em cabo Verde se criou e foi para escola que pode apronunciar sobre esse assunto ,e os que nasceram fora do Pais, de filhos de caboverdeanos devem opiniar sobre essa situacao.Trablahei muitos anos em cabo verde ,me lembrei que quando conversava com meus colegas em criolo,eos papeis que circulavam no trabalho era
    em Portugues.Ainda temos tempo de fazer essa mudanca criar uma Disciplina de portugues assim como <Ingles frances e outras linguas.Logicamente que os estudantes vao assimilar melhor porque entendem bem mais o criolo do que o portugues.Se eu estudar num pais estrangeiro ,e logicamente que nao vou levar para nossa terra essa realidade ou a lingua vou levar o que aprendi.Nos nao somos os unicos que fazem essa mudanca linguistica.Paramos e analisemos e ter sabedoria de ajudar aqueles que estao interessados fazer o melhor para Cabo Verde. Saimos da dependencia dos Portugues e agora,fortelecemos mais a nossa lingua ..porque ela e nossa, pertence aos Caboverdeanos vamos agora para o progresso.

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