Assembleia Municipal de São Vicente: Oposição preocupada com o respeito da democracia no mandato

7/12/2016 07:20 - Modificado em 7/12/2016 07:20

cmsvA Assembleia Municipal de São Vicente já trabalha. O orçamento e profissionalização dos vereadores são os pontos fortes desta primeira sessão ordinária. E, nesta sessão, a Presidente pede que seja uma assembleia transparente e justa e que “as decisões tomadas sejam as que mais se aproximam das expectativas das pessoas”. Uma Assembleia que vai trabalhar com uma maioria, a do MpD, maioria que o PAICV e a UCID esperam que não seja colocada em causa.

 

Da parte da UCID, através de Isidora Santos, a maioria não significa que “a oposição não tenha um papel relevante a desempenhar” no mandato que lhes foi conferido “por uma larga faixa da população”. E mesmo numa intervenção breve ainda antes da ordem do dia, a antiga secretária da mesa da Assembleia, Patrícia Gomes, demonstrou uma certa descrença na dita democracia agora com uma maioria por parte do MpD.

O PAICV insurgiu sobre a não contabilização dos votos em branco na última consulta autárquica. O PAICV assevera através de Elisabete Santos, que tal situação beneficiou o MpD, mesmo com vozes contra a forma como os votos não foram contabilizados, dando o exemplo do Tribunal Constitucional.

“Naturalmente que iremos trabalhar neste quadro no respeito das instituições mas não nos podemos deixar de referir a esta decisão e, sobretudo, que não venha prejudicar a democracia de São Vicente”, complementa.

Uma outra preocupação referida pela bancada da oposição, foi a de uma suposta subalternação da Assembleia em relação à Câmara Municipal. “Depois de dois meses é que se vai analisar a proposta de validação dos vereadores. É incompreensível que esteja a acontecer neste momento quando se sabe que os vereadores já estão em funções. Subalternação da Assembleia porque a Câmara está a funcionar no incumprimento, fora do quadro legal”. E uma das causas apontadas pela deputada do PAICV é que o facto possa ter acontecido encoberto pela maioria. Neste sentido, encontra “razões para se preocupar com a legalidade e a democracia neste âmbito”.

  1. MIM Ê D'SONCENTE

    AGORA É “QUERO, POSSO E MANDO”

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