Desempregado pede pensão social para a mulher que sofre perturbações mentais

6/12/2016 08:17 - Modificado em 6/12/2016 08:17

maos vaziasCompanheiro de uma mulher que sofre de perturbações mentais, na zona de Espia, em São Vicente, encontra-se revoltado e indignado com a falta de justiça no País.

 

Fernando Roque Lima, mais conhecido por Roque, de 56 anos de idade, vive com a mulher e os seus 5 filhos. Ele disse que a sua mulher sofre de perturbações mentais e que não recebe nenhum tipo de ajuda do Estado.

“Desde 2006 que estamos a tratar para vermos se a minha mulher recebe uma pensão social. Até se chegou a fazer um relatório médico que foi enviado para a Praia mas, mesmo assim, não serviu para nada. É incrível e lamentável como é que uma pessoa que sofre de doença mental, não tendo condições para trabalhar, não tenha direito a uma pensão social”. E acrescenta que “seria mais um apoio porque ela necessita de medicamentos e quando não tenho dinheiro, a situação fica extremamente difícil”, refere.

Fernando Lima conta das dificuldades em que a sua família se encontra de momento, devido à doença da sua companheira. “Eu e a minha mulher temos 4 filhos e a minha mulher tem uma filha de quem não sou pai de sangue mas considero-a como minha filha. Muitas são as dificuldades por que passamos de momento, pois eu não trabalho e a minha mulher há 20 e tal anos que sofre de perturbações mentais, o que veio mudar completamente a nossa vida. Entretanto, desde o ano passado, viemos morar juntamente com a nossa filha mais velha porque fomos expulsos de onde morávamos porque o dono da casa veio do estrangeiro e despejou-nos. Onde moramos agora não há condições pois alguns dormem no chão, porque não há espaço. Esta casa é velha, o tecto já se encontra “rasgado. É lamentável esta situação!”.

Assegura que há mais de seis anos que se inscreveram no concurso Casa para Todos mas, até agora, nada. É uma situação lamentável, visto que a minha mulher é doente mental”. Acrescenta que “o Estado deveria dar-nos uma moradia na Casa para Todos, pois, ninguém vive de mãos cruzadas. É preciso que o Estado nos apoie para que possamos lutar”, afirma.

O entrevistado diz sentir-se triste e revoltado com a injustiça deste país que nem uma pensão social dá a uma pessoa que sofre de doença mental que necessita de se alimentar e de se medicar.

  1. roxana aguilera

    Para ter direito a pensão social o caso tem q ser discutido por uma Junta na Praia mas acontece q desde 2011 (ultimo ciclo do PAICV no Gov) essa Junta NUNCA MAIS FUNCIONO !!!!!!!!! Alem de ser so’ para SEGURADOS , esta situação foi denunciada na altura pelo Dr Julio Andrade se nenhuma repercussão por parte da JHA que Tutelou esse ministerio ELA TINHA Q SABER Q sem Junta NÂO tem PENSAO SOCIAL Sera q JHA tem estadisticas das Pensoes Social desde essa data para mostrar ao Povo requerente

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.