Jovens ocupam “esquinas” por falta de emprego

5/12/2016 08:45 - Modificado em 5/12/2016 08:45
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jobA falta de emprego tem sido uma das grandes preocupações para muitos jovens. O tempo passa e os dias vão-se tornando cada vez mais difíceis. Em diversas esquinas deparamo-nos com diferentes grupos de jovens tentando enfrentar a vida sem emprego. Sem qualquer ocupação, os jovens, sobretudo os do sexo masculino, preferem passar o tempo nas ruas jogando cartas, uril ou discutindo partidas de futebol.

A maioria dos jovens entrevistados pelo NN tem formação superior ou formação profissional. Contudo, a falta de emprego também os afecta. Infelizmente, estão nesta situação mas demonstram bastante vontade para trabalhar.

Joselindo Semedo terminou o curso de mecânica há dois anos, mas ainda não teve a sorte de encontrar um emprego. Apesar de ter procurado em diferentes empresas e de ter participado em alguns concursos, não foi desta vez.

Enquanto isso, o jovem diz que leva a vida na rua com os amigos, mas quando chega a casa sente um grande vazio e preocupação. “Moro com a minha mãe que é doméstica e gostaria muito de a poder ajudar, mas sem emprego nada posso fazer. Toda a situação deixa-me preocupado porque os dias se tornam cada vez mais difíceis”.

Samiro Rodrigues que critica a actuação do actual Governo, afirma que “nove meses após as promessas, infelizmente ainda nos encontramos na mesma situação, nada mudou. Os jovens continuam a ocupar as esquinas perdendo tempo que poderia ser gasto a trabalhar”.

O entrevistado Marvin Mendes de 31 anos que também se encontrava no grupo de jovens a jogar às cartas, acrescenta que é a mãe quem o sustenta, mesmo depois de se ter sacrificado para o ver estudar. “Por falta de oportunidades, ainda não foi possível realizar os meus sonhos”.

Na mesma situação encontramos César Silva. O mesmo defende que a situação tem sido complicada porque não tem o que fazer, o que o afecta psicologicamente. Se não formos equilibrados, podemos correr o risco de entrar na criminalidade ou na droga como meio de sobrevivência”.

No seio desses jovens também encontramos mulheres sem qualquer ocupação. Aline que tem formação em Atendimento, disse para o NN que sempre que pode confecciona pastéis, mas nem sempre consegue matéria-prima. No entanto, sempre que o seu serviço é solicitado, consegue pelo menos levar algum dinheiro para ajudar em casa.

O desemprego jovem continua a afectar grande parte dos jovens cabo-verdianos que aguardam dias melhores, como as promessas do Governo em dinamizar a economia e gerar postos de trabalho.

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