Mulher que ficou paralisada num acidente de viação espera por indemnização

5/12/2016 08:06 - Modificado em 5/12/2016 08:06
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arlinda-roqueArlinda dos Santos Roque, de 42 anos de idade, residente na ilha do Sal, em Chã Matias, há dois anos apanhou um táxi tendo acabado por sofrer um acidente de viação. De acordo com Arlinda, na altura do acidente ela ficou paralisada da cintura para baixo e ainda hoje sente muitas dores na perna e na cintura devido ao acidente.

“Tive um acidente no dia 5 de Novembro de 2014, tendo ficado paralisada da cintura para baixo mas, graças a Deus, já consigo mexer esse lado. Entretanto, tiraram-me o osso na cintura, colocaram-me um aparelho no pé, ferro, 4 parafusos e hoje sinto muitas dores na perna e nalgumas partes do corpo”, refere.

Segundo a entrevistada, na altura do acidente ela contava com uma indemnização por parte do proprietário da viatura mas, no entanto, só recebeu uma quantia do seguro e do patrão onde ela trabalhava.

“Sinto-me completamente triste por falar assim, mas tenho de falar pois já se passaram 2 anos e o responsável do Táxi ainda não me deu nada, nem uma indemnização, nem sequer me veio visitar aqui em casa depois do acidente, nem para saber se preciso de alguma coisa ou se estou bem. Devido ao meu estado de saúde, hoje recebo por parte do seguro, ÍMPAR, todos os meses uma quantia de 6 mil e 300 escudos e do meu patrão 11 mil escudos”, frisa Arlinda Roque.

Arlinda Roque sente-se revoltada e indignada com a falta de justiça no país e disse que “no dia 2 de Dezembro do corrente mês fui à Junta Médica na ÍMPAR e disseram-me que já posso trabalhar mas, de momento, ainda não consigo trabalhar porque se ficar muito tempo em movimento sinto muitas dores. Entretanto, é normal ir trabalhar mas questiono-me: se durante esses dois anos, em vez de ficar em casa devido ao acidente, tivesse trabalhado? De certeza que se tivesse trabalhado, a minha vida não estaria como está hoje!”.  

“Na Ímpar deram-me um papel para entregar ao meu patrão porque, de acordo com a Junta Médica, a partir do dia 18 do decorrente mês já posso trabalhar. A minha saúde ficou 4 por centro entre outros problemas mas, no entanto, disseram-me que posso ir trabalhar. É uma injustiça”, afirma.

Arlinda dos Santos Roque, diz sentir-se triste com esta situação e que, de momento, a sua vida já não é como antes após o acidente e que está a viver graças à ajuda de outras pessoas.

“Sinto-me triste, estou a viver de momento graças à ajuda de outras pessoas, pois tenho dois filhos ainda sob a minha responsabilidade e que estão na escola. A partir de agora, já não vou ter a ajuda que o seguro me dava todos os meses porque, de acordo com o resultado da junta, já posso trabalhar mas, na realidade, ainda não consigo trabalhar porque sofro de muitas dores na perna e na cintura”, disse.

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