Alcoolismo: “não basta criar leis, mas pensar porque é que as pessoas bebem“

30/11/2016 08:39 - Modificado em 30/11/2016 08:39
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alcoolO médico José Sousa Santos, especialista em medicina interna, assegura que o alcoolismo em Cabo Verde é um assunto sério e devem-se tomar medidas urgentes, sendo considerado uma calamidade que assola o país.

 

“Fala-se muito do alcoolismo em Cabo Verde, com muitos seminários”, adianta o especialista em medicina interna, porém, o mesmo conclui que na prática não se vêem os resultados. Neste sentido, o médico José Sousa Santos pensa que o país está perante “uma calamidade que pode destruir Cabo Verde, caso não sejam tomadas medidas sérias e concretas”.

O médico defende o trabalho na prevenção primária e esta deve ser iniciada nas escolas, nas igrejas, nos clubes desportivos (…), uma vez que a situação é grave e “tem-se notado um agravamento progressivo e um contacto mais precoce com o álcool na nossa sociedade”, diz Sousa Santos. O mesmo acredita que “o alcoolismo e as drogas devem fazer parte do curriculum nas escolas desde o pré-escolar e, com adaptações graduais, alcançar os demais níveis, tentando passar a ideia de que o alcoolismo é uma calamidade que pode destruir este país”, reforçou o médico especialista em medicina interna, de acordo com a Inforpress.

Por outro lado, o especialista pede que haja uma reflexão geral na sociedade cabo-verdiana sobre o alcoolismo e adianta que não basta criar leis, “mas sim tomar medidas e pensar porque é que as pessoas bebem” esclarece o médico. O mesmo justifica a sua preocupação sobre o alcoolismo e adianta que “no serviço de Medicina do Hospital Baptista de Sousa grande percentagem das camas são ocupadas por pessoas jovens que são internadas várias vezes com sintomas ligados ao consumo de álcool”.

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