CPLP: “a curto prazo não vamos conseguir uma mobilidade geral entre os nossos cidadãos”

29/11/2016 08:11 - Modificado em 29/11/2016 08:11

CPLP-PTO Embaixador brasileiro junto da CPLP veio pôr água na fervura da mobilidade nessa comunidade que entrou em ebulição aquando da realização da cimeira da organização no inicio deste mês . Disse que “a primeira coisa que se deve fazer é determinar se há uma vontade política de levar adiante o estudo para fazer funcionar uma mobilidade maior”.

 

No entanto, adiantou que não acredita que “a curto prazo consigamos uma mobilidade geral entre os nossos cidadãos, o que seria ideal para a CPLP e também para o mundo, mas temos de começar as negociações no nosso terreno”. Continuando a falar sobre as dificuldades do processo, defende que os membros da CPLP têm de procurar forma para fazer funcionar a mobilidade, “porque não há ainda um meio claro para tal, sobretudo com os problemas que Portugal e outros países têm devido aos seus vínculos regionais”, declarou à Lusa Gonçalo de Barros Carvalho e Mello Mourão, Embaixador do Brasil junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O diplomata brasileiro disse que há algumas propostas sobre a mesa e citou, nomeadamente, as declarações do Primeiro-ministro português, António Costa, na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP em Brasília que decorreu em Novembro.

António Costa manifestou-se, em Brasília, convicto de que a proposta portuguesa de mobilidade no espaço lusófono já será uma realidade quando Portugal assumir o secretariado executivo da organização em 2019.

“Tenho a certeza de que daqui a dois anos essa questão estará ultrapassada. Se não estiver, bom, essa será necessariamente a primeira missão do nosso secretário executivo. Mas não creio que essa questão ainda esteja na agenda daqui a dois anos, pelo contrário, já deve estar simplesmente na prática do dia a dia dos nossos povos”, declarou o Primeiro-ministro.

Para Mello Mourão, “este processo pode-se iniciar com uma maior facilitação sectorial, como agilizar e desburocratizar vistos para estudantes, para homens de negócio e para artistas”.

  1. Augusto Galina

    Hà paises que, por falta de sinceridade ou de honestidade, não deviam estar na CPLP e, sito dois: 1°) a minha terra onde estão cometendo um vandalismo que vai trazer muitos danos colaterais catastrôficos; 2°) a Guiné Equatorial, ou a Familia Obiang, que ali entrou sem ter o minimo de condições para fazer parte dessa Comunidade.
    Hà gente que quer o “venha nôs” e não quer saber do “vosso reino”.
    Então como é ?

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