Fogo: Cliente do BCA reclama desfalque de 648.500 mil escudos

28/11/2016 07:35 - Modificado em 28/11/2016 07:35

bcaUm cliente do BCA dá conta de 648 mil e 500 escudos em falta na sua conta. Segundo José Jorge Andrade, o valor foi levantado na cidade da Praia. Surpreso, o lesado afirma não se ter deslocado à ilha de Santiago e responsabiliza a agência bancária pelo prejuízo. Apesar do caso já estar entregue às instâncias judiciais, o banco em causa diz estar a averiguar a situação e aguarda o andamento do processo.

O carpinteiro José Jorge Andrade estranha o desvio do dinheiro uma vez que foi informado que o valor foi levantado mediante cheque avulso levantado nos balcões do BCA e com identidade falsa. O lesado considera “grave” a forma como a agência bancária procedeu ao levantamento.

Andrade reside na ilha do Fogo e diz ter dado conta do desfalque de 648.500 mil escudos ainda em finais do mês de Agosto. Perante a situação, dirigiu-se à agência do BCA que confirmou que o montante foi levantado em três balcões na cidade da Praia.

O cliente estranha a forma como se procedeu ao levantamento do montante uma vez que não se deslocou à cidade da Praia onde o desvio foi efectuado. Apesar dos esforços para conseguir reaver o seu dinheiro, o lesado diz não ter recebido qualquer resposta por parte dos responsáveis do BCA.

Insatisfeito, Andrade responsabiliza o banco pelo desvio. “Quem levantou o montante procedeu com identificação falsa e é possível, com as novas tecnologias, reconhecer as assinaturas dos clientes”, refere. Contudo, o lesado diz já ter apresentado uma queixa ao Tribunal e suspeita de alguém que poderá ter cometido o crime, embora não avance nomes.

O mesmo desafia o BCA a recorrer às câmaras de filmagens para identificar a pessoa que fez o levantamento do dinheiro. Volvidos três meses sem qualquer decisão do BCA, José Andrade diz que a falta do dinheiro lhe causa prejuízos avultados. Por conta de tudo, foi obrigado a despedir trabalhadores e corre o risco de perder e fechar a carpintaria.

O Banco Comercial do Atlântico garante que o processo está a ser analisado pelos serviços centrais. Esclarece ainda que a reclamação deu entrada a 30 de Agosto e que a 12 de Setembro enviou uma carta ao cliente.

“Tendo em conta o grau de complexidade do processo, o BCA fez o levantamento exaustivo para averiguar se havia ou não falhas por parte dos operadores”. O Banco garante que em todas as agências “foram cumpridos rigorosamente todos os procedimentos necessários ao levantamento dos cheques”.

Caso se vier a deparar perante um eventual crime cometido por terceiros, o caso será investigado pelas autoridades judiciais.

  1. Spencer

    A questão é saber quem fez o levantamento da referida importância e accionar as diligências no sentido de punir,através das instâncias legais, quem abusou da confiança do lesado.É difícil ao BCA descobrir quem descontou o cheque?Não parece!Infelizmente,C.Verde está a tornar-se uma terra de vigaristas.

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