Ex-emigrante assaltada duas vezes diz que “a nossa lei protege os bandidos”

28/11/2016 07:33 - Modificado em 28/11/2016 07:33
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assaltoLídia Freitas Silva Santos, cidadã cabo-verdiana que emigrou para França e que veio viver em Cabo Verde há dois anos encontra-se revolta e descontente com as leis do País.

“Desde que regressei ao meu País já sofri dois ataques de “cassibody”, mas o último foi o pior, pois tinha ido para a cidade com a minha empregada levantar uma grande importância no Banco e no regresso a casa, de táxi, vimos que a porta tinha sido arrebentada e não conseguíamos abrir a porta. Entretanto, pedi uma cadeira ao meu vizinho e sentei-me na rua enquanto a minha empregada tentava abrir a porta. Nesse momento, veio um rapaz e tirou-me a minha bolsa e na hora não reconheci o assaltante. Comecei a gritar e mandei chamar a Polícia. Minutos depois chegou a Polícia e começaram a correr “para cima e para baixo” durante toda a tarde e não conseguiram encontrar os assaltantes”, conta Lídia Freitas.

Diz que a bolsa que o assaltante levou tinha documentos pessoais, nomeadamente cartão de banco, carteiras, ouro, 3 tabletes, 1 telemóvel e 300 e tal contos em dinheiro.

“Há dois meses que levaram a minha bolsa e, até agora, a Polícia não encontrou os autores do crime”. Acrescenta que “a Lei aqui em Cabo Verde não obriga os criminosos a falarem e durante um período de 8 horas, se não confessarem o crime, são presos  A Lei cabo-verdiana está mal feita e os agentes da Polícia não têm culpa, apenas cumprem a lei e, ainda por cima, não têm equipamentos necessários para exercerem a profissão. O número de viaturas é muito pouco, imaginemos se acontecem mais de três crimes no mesmo dia? Eles não têm carros suficientes para cumprirem com as suas obrigações”, afirma Lídia Freitas.

“Devido a esse assalto estou doente, com tensão alta e com depressão e resolvi desistir do processo porque não vai dar em nada porque aqui em Cabo Verde a Lei protege os “bandidos” e, de qualquer maneira, já não vão conseguir recuperar os meus pertences e nem o dinheiro”, disse.

Lídia Freitas deixa um apelo aos outros emigrantes: “Para os que se encontram na Europa, eu peço para pensarem bem antes de regressarem para o País de origem, Cabo Verde, porque em relação à Lei, aqui em Cabo Verde, na minha opinião, nós que já vivemos no estrangeiro é melhor não regressarmos para Cabo Verde porque aqui não há justiça. Temos de pensar muito bem antes de vir viver novamente no nosso país”.

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