Julgamento da ex-gerente da Caixa em Coculi: não ficou provada a falsificação de notas

20/09/2012 07:19 - Modificado em 20/09/2012 07:19

A ex gerente da agência da Caixa Económica de Cabo Verde, em Coculi, na ilha de Santo Antão, foi julgada sob acusação de  um crime de abuso de confiança e dois crimes de burla qualificada. Gilda Sancha foi constituída arguida por ter desviado cerca de 100 mil escudos na agência que estava sob sua tutela.

 

O Tribunal da Comarca da Ribeira Grande procedeu ao julgamento da ex gerente da agência da CECV no Coculi, Gilda Sancha. A ex bancária era acusada do crime de abuso de confiança, por ter feito movimentos de dinheiro nas contas bancárias de clientes, nessa agência que estava sob sua tutela. Pelo que a ex gerente é acusada  de ter se  apoderado de forma indevida, de  cerca de 100 mil escudos.

De acordo com o advogado de Gilda “ela foi acusada de abuso de confiança, em relação ao Banco, porque ao fazer movimentos sem permissão, abusou da confiança que foi depositada nela, enquanto gerente dessa agência. E no julgamento provou-se que apoderou-se de cerca de 90 mil escudos da conta de uma cliente, mas em relação ao desfalque de 10 mil escudos em outra conta ficou-se com dúvidas”

 

Defesa acha que não houve burla

Por outro lado, a ex funcionária da CECV foi acusada de burlar dois colegas de trabalho, isto após contrair um empréstimos de 630 mil escudos. Valor que não foi reembolsado pela arguida. Porém, a defesa de Sancha argumenta não haver crimes de burla e assegura que o caso deve ser resolvido no juízo cível.

“Houve um contrato mútuo de empréstimo, onde lhe emprestaram 400 mil escudos e 230 mil escudos. A verdade é que ,ainda, não reembolsou os dois colegas, e por ser uma situação que viola o contrato é uma matéria de carácter cível, sem fundamento criminal. Dado que contra a minha constituinte decorre uma acção executiva para cobrar os 400 mil escudos e porque em tribunal os colegas afirmaram ter confiança  nela”.

Mas este online soube que o representante do Ministério Público defendeu que Gilda Sancha cometeu os crimes de burla, porque sabia que não tinha dinheiro para reembolsar os dois colegas.

 

Falsificação de notas

Porém, o que sobressai desse julgamento é que a ex gerente da CECV não foi acusada do crime de falsificação de notas.

Questionado sobre este assunto o causídico afirma que “no dia 20 de Janeiro, quando a PN cumpria um mandato de detenção, contra Sancha não se encontrou na sua posse, qualquer nota falsa. Foram encontrado alguns papéis, que a policia suspeitou que eram  utilizados na  falsificação de notas. A verdade é que até hoje não se provou, que os papéis servem para essa finalidade. E nem que ela está envolvida em qualquer processo de falsificação de notas”.

Gilda Sancha ficou detida na Cadeia da Ponta do Sol, para aguardar a leitura da sentença, marcada para 10 de Outubro.

  1. SN

    um gerente de um banco em voltos com a justiça por causa de 100 contos??
    até parece historias de carochinha. então quanto é que ela ganha mensalmente. Gilda deixa um coitado roubar 100 contos, tu a cifra do teu roubo devia ter mais alguns zeros, assim sim se justificava. da próxima ja sabes, é só questão de aumentar mais uns zeros. Farça aí.

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