Feira Internacional de Cabo Verde está consolidada mas precisa de espaço para crescer

21/11/2016 08:48 - Modificado em 21/11/2016 08:48
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feirainternacionaldecaboverdeO presidente da Feira Internacional de Cabo Verde considerou que a 20.ª edição, que hoje terminou na Praia, se consolidou como a maior plataforma de negócios do país, mas alertou para a urgência de resolver a falta de espaço.

O presidente do conselho de administração da feira (FIC), Gil Costa, falava aos jornalistas na cidade da Praia no final do certame, que nesta edição atraiu empresas de 10 países, na sua maioria de Portugal, e 10 mil visitantes.

Gil Costa fez um «balanço positivo» da feira, que classificou como «cinco dias de puro negócio», em que participaram 118 expositores, com 230 stands numa área de oito mil metros quadrados.

O responsável sublinhou igualmente o «número elevado» de visitantes profissionais, a sua diversidade de origens e os «negócios potenciados e concretizados», sem precedente em anteriores edições.

«A edição de 2016 mostra uma nova forma de estar e fazer negócios e consolida a FIC como a maior plataforma de negócios em Cabo Verde», disse Gil Costa.

O presidente do conselho de administração admitiu, contudo, que continuam a persistir desafios, nomeadamente o do espaço onde se realiza o certame, um antigo hangar do aeroporto da Praia.

«É certo que desafios subsistem, sendo o mais premente o do espaço. Pela primeira vez não conseguimos aceitar inscrições porque chegámos ao nosso limite em termos capacidade», disse.

Gil Costa apontou como outro desafio o aumento do número de visitantes profissionais.

«Se por um lado a oferta do espaço chegou ao limite e temos que procurar soluções para o aumentar com a mesma qualidade, em termos de procura [de visitantes] temos margem para trazer cada vez mais visitantes profissionais», assegurou.

Nesta edição, adiantou, registou-se uma maior participação de visitantes profissionais da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).

Participaram expositores da China pela primeira vez.

«Quando se pensa em Cabo Verde pensa-se num mercado pequeno, exíguo, mas quando posicionamos o país na sub-região, a partir de Cabo Verde rapidamente podemos chegar um mercado de 300 milhões de habitantes e aí Cabo Verde torna-se interessante», sublinhou.

Portugal participou na 20.ª edição da FIC com três delegações e várias empresas a título individual, num total de mais de 40 empresas e empresários representados.

Miguel Anjos, da Fundação Associação Industrial Portuguesa (AIP), que levou à FIC empresas e entidades, fez, em declarações à agência Lusa, «um balanço muito positivo» da participação.

Participaram na feira empresas de vários setores de atividade, desde a alimentação à construção, passando pela domótica, informática ou transportes, na sua maioria estreantes no mercado de Cabo Verde.

«Apesar de sentirem que o mercado possa ser pequeno, as empresas ficaram impressionadas com os resultados que obtiveram», disse Miguel Anjos.

Para coordenador da missão da AIP, as empresas portuguesas apostaram na presença na feira a pensar no mercado cabo-verdiano, mas não descurando as oportunidades que a partir daqui possam surgir em outros mercados da região.

«O mercado pode ser pequeno a nível populacional porque tem cerca de 500 mil habitantes, mas existe um número indefinido de oportunidades, quer seja a nível do turismo – e aí já temos muito mais visitantes -, quer ao nível de uma perspetiva de plataforma de entreposto, olhando para outros países, nomeadamente os países da CEDEAO», adiantou.

De acordo com Miguel Anjos, as empresas consideraram os contactos feitos durante a feira «muito interessantes» e acreditam que Cabo Verde «é um mercado com futuro».

O representante considerou que a FIC «é um marco», a feira que «representa a economia de Cabo Verde» e onde «as empresas podem apostar e mostrar a sua imagem».

A FIC começou na quarta-feira.

 

abola.pt

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