35% da nossa população vive na pobreza e as mulheres são as mais atingidas

21/11/2016 08:15 - Modificado em 21/11/2016 08:15

pobrezaSegundo dados do Instituto Nacional de Estatística um em cada três cabo-verdianos vive na pobreza. E um em cada dez atinge a pobreza extrema, este cenário atinge sobretudo as mulheres chefes de família.

De acordo com os dados do do III Inquérito às Despesas e Receitas Familiares de 2015, citados pela  Inforpress, existem em Cabo Verde 179.184 pessoas em situação de pobreza, o que corresponde a 35 por cento da população.

Destes, 11 por centro vivem em pobreza extrema, 53 por cento são mulheres chefes de família, 44 por cento correspondem a agregados familiares monoparentais e em 61 por cento dos agregados existem seis ou mais pessoas.

Ainda segundo o inquérito, as despesas médias anuais per capita fixaram-se em 82 mil escudos (cerca de 745 euros), 15 mil escudos por mês (cerca de 135 euros) e 500 escudos por dia (cerca de 4,5 euros).

A alimentação e a habitação totalizaram 52 por cento das despesas médias dos agregados familiares.

Foram considerados pobres aqueles com vivem com menos de 97 mil escudos por ano (cerca de 900 euros) no meio urbano e 82 mil escudos (cerca de 745 euros) no meio rural.

Fonte: lusa 

  1. João Neves

    35% DA POPULAÇÃO CABOVERDIANA vive na pobreza. Relativamente a questão, pergunto: Quanto é o financiamento dos Partidos Políticos? Quanto vale o meu/vosso voto? Se o Estado/Governo/Deputados apresentassem uma proposta para redução da subvenção de 750$ para 250$, quanto dinheiro seria poupado para reduzir a pobreza?

  2. Clara Medina

    A pergunta é até quando essas massas empobrecidas e exploradas ficarão passivas perante uma exibição pornografica de riqueza de uma faixa considerável da população ou seja, duma classe enriquecida, está claro que nem todos, de dia para noite. Eles, a maioria, não herdaram dos seus pais e nem tão pouco trabalharam arduamente, especialmente uma classe política ou indivíduos gravitando à volta dos partidos políticos e instituições governamentais. Creio que, até agora e publicamente apenas Onesimo Silveira teve a coragem de abordar este tema tabu que é uma possível Primavera Crioula, uma analogia histórica à Primavera Árabe, no seu último livro, “Uma vida, um mar de histórias.”Essas elites, que perderam todo o pudor, gananciosos, sem nenhum espírito de solidariedade, cada vez mais preocupadas em enriquecer e exibir, repito uma vez mais, pornograficamente, a sua riqueza continuam indiferentes à pobreza que alastra a passos largos na nossa sociedade e pode ser que um dia esses desprotegidos despertarão dessa aparente apatia e letargia e exigirão, a bem ou a mal, o que lhes foi negado ou seja roubado.A história contemporânea está cheia de exemplos que infelizmente e teimosamente continuamos a negar e a desconhecer com todas as suas consequências. Ê simplesmente uma ingenuidade, uma crassa ignorância, continuarmos a pensar que nós somos uma excepção. E depois, quem sabe, talvez será muito tarde ” não nos venham dizer que não vos avisamos!”

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