Absolvidos dois suspeitos de assalto a residências

18/11/2016 08:45 - Modificado em 18/11/2016 08:45

juiz3Os quatro elementos apresentados esta quinta-feira no 1º Juiz Crime da Comarca de São Vicente, dois deles suspeitos de assalto a uma moradia e os outros, duas mulheres, acusadas do crime de receptação provenientes de um assalto, foram absolvidos por falta de provas.

 

De acordo com os factos apresentados pelo tribunal que dava conta que um dos indivíduos de nome Hamilton Rodrigues, da zona de Ribeirinha, que actualmente cumpre pena de seis meses de prisão pelo crime de roubo, teria, no dia 17 de Dezembro do ano passado, arrombado o cadeado de uma garagem na zona de Fonte Filipe, juntamente com mais dois elementos, um dos quais não se conseguiu identificar, e roubado de dentro da moradia diversas garrafas de vinho do Porto mais quinze quilos de bacalhau.

Questionado sobre a acusação, o mesmo diz que ficou a saber do referido roubo através da Polícia Nacional, quando foi capturado. Segundo testemunhas, a proveniência das bebidas que havia vendido a uma das acusadas, bem como os quilos de bacalhau, também vendidas à outra acusada foram comprados no mercado da Ribeirinha a um conhecido, a embalagem completa, custou-lhe dois mil escudos.

O segundo arguido do processo que responde pelo nome de Andirson Sousa, nega envolvimento no caso afirmando que teve acesso às bebidas que foram roubadas, porque o arguido principal encontrou-o sentado à porta de casa e ofereceu-lhe uma bebida. E que nunca esteve envolvido na prática do roubo e ficou a saber que as bebidas tinham sido roubadas, também pela polícia.

Por outro lado, as duas acusadas do crime de receptação, do mesmo processo negam conhecimento do roubo, uma delas afirma que comprou o bacalhau em vésperas de Natal para uso pessoal e que o vendedor, Hamilton, comportava-se como um vendedor ambulante e logo que foi intimada pela polícia, devolveu o montante respectivo à compra efectuada, ou seja, tinha comprado quatro quilos de bacalhau por quatro mil escudos. A segunda acusada, também negou o conhecimento do roubo quando comprou as bebidas, esta também devolveu o conteúdo comprado à polícia que devolveu à moradora assaltada.

O Juiz, no seu entender, por falta de provas que corroborem as acusações e tendo como base o princípio “in dubio pro reo” que significa literalmente ‘na dúvida, a favor do réu’, expressou o princípio jurídico da presunção da inocência, que diz que em casos de dúvidas (por exemplo, insuficiência de provas) se favorecerá o réu.

  1. sr jornalista

    Por favor srs jornalistas, não se empregue 1º Juiz Crime ou 2º Juiz crime mas sim, 1º Juízo crime ou 2º Juízo Crime. Parem de cometer toda hora o mesmo erro. Saudações.

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