São Vicente:PJ investiga abandono de recém-nascido com vida

17/11/2016 08:34 - Modificado em 17/11/2016 08:34
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pediatria HBSEm São Vicente este ano dois recém-nascidos foram abandonados: um foi encontrado com vida ontem numa varanda na zona de Monte e outro foi encontrado morto no lixo na zona de Ribeirinha em Julho. Este está sob investigação da Polícia Judiciaria, mas ainda não se sabe quem foi a autora. Por outro lado, o recém-nascido abandonado numa varanda foi encontrado com vida e encontra-se hospitalizado no Hospital Baptista de Sousa (HBS). Contudo fica a questão: “Quão difícil será identificar esta mãe?”.

 

Já há alguma preocupação no facto dos bebés abandonados, pois são casos em que é muito difícil encontrar a progenitora e um internauta comenta que “não se trata do primeiro caso do tipo (abandono de recém-nascido), mas as autoridades públicas estarão com certeza avisadas de que este vai ser um acontecimento do dia-a-dia em São Vicente caso o Governo e a sociedade civil não encararem com seriedade, responsabilidade e pragmatismo a questão da educação na infância, no seio da família e na escola, o abandono escolar, políticas para a juventude com vista à formação académica e profissional adequadas, bem como o emprego” e acrescenta que é uma questão demasiadamente séria, devendo o Estado de Cabo Verde e o Governo assumir plenamente as suas responsabilidades nestes casos. Outros internautas desejam saúde ao recém-nascido que foi abandonado na noite de ontem na varanda de uma residência na zona do Monte, São Vicente, escreve o ASemana. A Polícia Nacional foi accionada quando um cidadão encontrou um bebé do sexo masculino, com sangue, deitado num cartão de papel e envolvido num lençol branco, quando a PN o recolheu e o levou para os serviços de pediatria no Hospital Baptista de Sousa.

Por outro lado, há quem apele à sociedade que ajude a encontrar a verdade nestes casos, uma vez que “apesar de tudo, restam nos nossos corações restos profundos da morabeza. Em qualquer crime, ou mesmo um simples acto comum, os afins (pais, parentes, amigos) e os vizinhos, são (devem ser) os auxiliares para que a Justiça encontre a verdade. E a não denúncia voluntária pode ser considerada como cumplicidade e, como tal, punida por lei. Depois, resta o peso na consciência de não ter contribuído para que casos similares não sucedam nunca mais. A criança não foi concebida pela obra do Espírito Santo”, justifica Oliveira.

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