Obama e os votos em Trump: «Às vezes as pessoas querem agitar as coisas»

16/11/2016 08:41 - Modificado em 16/11/2016 08:41
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obama4Barack Obama iniciou esta terça-feira na Grécia a última viagem à Europa enquanto presidente dos Estados Unidos. Depois de um encontro com o presidente Prokopis Pavlopoulos, e com o primeiro-ministro Alexis Tsipras, defendeu que os líderes mundiais devem dar mais atenção ao medo das pessoas em relação à desigualdade no contexto da globalização.

Numa conferência de imprensa ao lado de Tsipras, disse que esta foi uma das lições que aprendeu com a corrida eleitoral americana deste ano, que deu a vitória a Donald Trump sobre Hillary Clinton, referindo que sabia que havia medo e tensão entre os americanos. «Claro que sabia. Quando surgem candidatos da «franja», como Trump ou Bernie Sanders, e têm sucesso, são sinais de inconformismo. Os eleitores estavam zangados e quiseram agitar as coisas, experimentar algo novo. O tempo dirá se as soluções encontradas satisfazem essas pessoas que têm medo ou estão zangadas. Quanto mais eficazes formos ao lidar com estas questões, menos esses medos podem colocar as pessoas umas contra as outras», disse. «Obviamente o presidente eleito Trump foi capaz de aproveitar esses medos e conseguir votos suficientes para ganhar as eleições.»

Obama sublinhou que não tem dívidas de que os que votaram Trump «estão melhor hoje do que há oito anos» e recusou que o resultado tenha expressado uma rejeição à sua presidência, lembrando que várias das suas medidas contra as desigualdades foram travadas pelo Congresso. «Não me sinto responsável pelo que diz ou faz o presidente eleito. Durante a transição devo apresentar-lhe as minhas melhores ideias para levar o país para a frente», disse ainda o presidente norte-americano.

Europa «forte e unida»

Mais cedo, depois do encontro com o presidente grego, Obama sublinhou a importância de uma Europa «forte e unida» – apesar do Brexit – e uma NATO «sólida». «Acreditamos que uma Europa forte, próspera e unida não é somente boa para os povos da Europa, mas boa para os Estados Unidos e o Mundo.»

Depois da Grécia, Obama, seguirá para a Alemanha.

 

abola.pt

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