Teerão ameaça autor de filme

19/09/2012 01:32 - Modificado em 19/09/2012 01:32
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O Irão prometeu ontem “localizar e perseguir” o autor do polémico filme sobre Maomé que incendiou o mundo islâmico. A ameaça surgiu enquanto novas manifestações de revolta contra a película tiveram lugar em países como Líbano, Paquistão, Afeganistão e Indonésia.

 

Falando em nome do governo, o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi, afirmou: “Condenamos este acto inapropriado e ofensivo e vamos localizar e perseguir o culpado que insultou 1,5 mil milhões de muçulmanos em todo o mundo.”

Rahimi não explicou, no entanto, se a “perseguição” será judicial ou se os meios usados serão mais extremos. Teerão exige ainda desculpas dos EUA aos muçulmanos, pois considera o filme o mais recente de uma série de insultos ocidentais a figuras sagradas do Islão.

Recorde-se que o realizador do filme foi identificado como Nakoula Basseley Nakoula, cristão copta egípcio residente nos EUA, mas não se sabe se é o verdadeiro autor da sátira.

Os protestos mais violentos de ontem tiveram lugar em Cabul, Afeganistão, onde milhares de pessoas incendiaram carros e lojas, e em Carachi, Paquistão, onde a polícia usou gás lacrimogéneo para afastar manifestantes do consulado dos EUA. Neste país, as autoridades baniram o YouTube para evitar a divulgação do filme. Em Beirute, no Líbano, milhares cantaram “morte à América, morte a Israel”, num protesto encabeçado pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, numa rara aparição em público.

 

 

 

 

 

jn.pt

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