Antany Silva transferido para a Cadeia de São Martinho

11/11/2016 07:19 - Modificado em 11/11/2016 07:19
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cadeia-de-sao-martinhoApós a sentença ter transitado em julgado, o ex-recruta Manuel António Silva Ribeiro, conhecido por Antany Silva, responsável pela morte das onze pessoas no destacamento Monte Tchota, ilha de Santiago, foi transferido para a Cadeia de São Martinho.

 

Antany Silva foi julgado no Tribunal Militar onde foi imputado dos crimes de que estava a ser acusado. Uma vez condenado à pena de 35 anos de cadeia, uma pena acessória de expulsão das Forças Armadas cabo-verdianas e ao pagamento de uma indemnização de 11 milhões de escudos (99 mil euros) às famílias das vítimas, o ex-recluso deveria ser transferido para a Cadeia de São Marinho onde deverá cumprir a pena.

Após a sentença ter transitado em julgado, o recluso foi transferido para a Cadeia de São Martinho. A transferência do recluso do quartel Eugénio Lima para a penitenciária da Praia aconteceu no passado dia 08 sob um grande contingente policial e militar.

António Manuel Silva Ribeiro, 23 anos, confessou ter assassinado as 11 pessoas no posto militar de Monte Tchota em Santiago. O fatídico e trágico acontecimento teve lugar a 25 de Abril de 2016.

Durante o julgamento, o Ministério Público considerou os factos provados defendendo que o arguido agiu em pleno gozo das suas faculdades premeditando os crimes e que teve tempo para desistir, mas não o fez.

Seis testemunhas estiveram arroladas no processo entre as quais o taxista que acabou por confirmar detalhadamente o que teria acontecido, após o arguido ter entrado de surpresa dentro do táxi e de o ter obrigado a conduzir pelas artérias da cidade da Praia.

A acusação considerou que o Antany estava em pleno poder das suas faculdades mentais e premeditou os crimes, tendo inclusive dito ao comandante do posto militar, onde era soldado, que se “lhe entregassem uma arma  mataria a todos”.

O NN sabe que apesar do crime ter sido cometido na qualidade de militar, será Antany a pagar a indemnização de 11 milhões de escudos às famílias das vítimas, uma vez que as famílias não desencadearam nenhuma acção judicial contra o Estado de Cabo Verde.

Em casos de indemnizações “poderá haver a condição de uma execução vendendo os bens da pessoa para liquidar o valor, mas se não for uma indemnização a ser paga como condição, ele paga quando puder”.

Porém, no caso de Antany, como decretaram prisão efectiva e com pena máxima, não é uma condição e, mesmo sendo militar, a acção de responsabilização do Estado tinha de ser autónoma”, esclarece um magistrado que adianta que a grande questão das nossas indemnizações é como a pessoa deve pagar.

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