Praia: Condutores denunciam concorrência desleal

10/11/2016 08:34 - Modificado em 10/11/2016 08:34
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hiaces3Condutores pedem providências ao que consideram um “abuso descarado por parte das viaturas clandestinas”. Os proprietários de viaturas dizem dividir o pequeno mercado da cidade da Praia com transportadoras que trabalham na ilegalidade e de forma descontraída. Os mesmos sentem-se prejudicados pelos transportes clandestinos conhecidos por “clãs”.

 

O tráfico de viaturas na cidade da Praia é uma autêntica confusão. Os condutores lançam bocas durante o percurso. Uma concorrência cheia de polémica nas ruas da cidade da Praia. Os passageiros entram em conflito com os condutores porque são obrigados a descer das viaturas antes concluírem a viagem, isto porque as viaturas actuam na ilegalidade e quando se deparam com a presença da Polícia, tentam desviar do percurso para não serem abordadas.

A corrida entre os táxis credenciados, Iaces, e até autocarros na cidade da Praia é uma autêntica competição descontrolada o que tem dado lugar ao mercado negro de licenças de táxis e outras viaturas.

O problema só vem aumentando com o passar do tempo. Descontentes com a situação, condutores e proprietários quiseram, mais uma vez, mostrar indignação para o que consideram de descaso das autoridades competentes.

A situação que se arrasta há vários anos, segundo os proprietários abordados pelo NN, tem vindo a prejudicá-los. “Não somos contra a concorrência mas apelamos à legalidade porque pagamos todos os impostos e somos prejudicados e ninguém faz nada. A polícia não tem feito o seu trabalho sabe-se lá porquê”, defende Jorge Varela.

As viaturas clandestinas “clãs”, praticam preços mais baixos, mas fazendo as contas ganham mais e são frequentemente solicitadas. Nas paragens de autocarro, os passageiros fazem grupos de quatro com o mesmo destino onde cada um paga apenas cinquenta escudos para chegar ao local onde pretendem.

As acções de fiscalização são criticadas pelos condutores que acusam as autoridades de “fecharem os olhos” perante a situação que acontece “de forma normal e descarada”. Floriano Semedo defende a punição das viaturas não credenciadas para o serviço de transporte de passageiros.

“Na cidade da Praia qualquer pessoa que tenha uma viatura acredita que pode ser taxista e fazer fretes à hora que quiser, porque não há uma séria fiscalização”, relata António Lopes que defende também mais rigor nas fiscalizações.

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