António não consegue esquecer as catanadas que levou na perna

16/04/2012 01:09 - Modificado em 16/04/2012 01:10

António Chantre, 53 anos, foi vítima de uma agressão física que deixou-o com um trauma para sempre. Tinha, então, 52 anos quando, por volta das 15 horas, no dia oito de Maio de 2011, foi brutalmente agredido a catanadas por um jovem. Chantre foi agredido porque o seu enteado estava a dever um telemóvel a este jovem. Em consequência dessa violência, António levou vários golpes na cabeça e uma catanada que quase decepou a perna esquerda.

O NN continua a descida ao inferno das vítimas de violência na cidade do Mindelo. António Chantre tinha 52 anos quando foi brutalmente agredido a catanadas por um jovem da zona de Fonte Filipe. Segundo Chantre “ tudo aconteceu no dia 08 de Maio de 2011 por volta das 15 horas, perto da sua residência. Chegava do trabalho e fui surpreendido por um jovem que me cobrou um telemóvel que o meu enteado lhe divida”.

Mas, António retrocede no tempo para explicar em que circunstância sucedeu o ataque. Este cidadão, morador na Rua Fonte Cónego, explica que chegava do trabalho e dirigia-se para casa. Chantre foi abordado por um individuo que lhe cobrava um telemóvel que o seu enteado lhe devia há muito tempo. Mas não estava a espera de ser brutalmente agredido com catanadas pelo jovem que viu crescer na zona de Fonte Felipe.

Respira fundo e lembra-se “ não estava à espera que aquele jovem que eu vi nascer na zona de Fonte Filipe e que muitas vezes ia buscar água na minha casa me podia agredir daquela forma. Mas enganei-me. Estava com uma catana e não pensou duas vezes em me agredir. Primeiro golpeou-me na cabeça… e saí a correr”.

Não satisfeito correu atrás da vítima e ainda conseguiu dar-lhe uma catanada na perna esquerda que quase ficou decepada. Ainda o agressor continuou com a violência atingindo a vítima com vários pontapés, quando este se encontrava no chão sem se poder defender. António foi conduzido ao Hospital Batista de Sousa e encaminhado com urgência para o bloco operatório onde foi operado a cabeça e a perna. Chantre sofreu traumatismos cranianos e ficou com uma perna quase decepada onde levou vários pontos.

Trauma

António Chantre prossegue a sua narrativa, pois as pessoas têm que conhecer o sofrimento das vítimas de violência na cidade do Mindelo. Têm que saber que não são apenas um número na estatística policial. Mas acima de tudo muita dor e sofrimento. E prossegue com o relato “ a forma de agir desse indivíduo deixou-me traumatizado. A situação provocou-me muito medo, não conseguia dormir, não conseguia- me vestir, nem andar, era preciso que os meus familiares me ajudassem. Também passei vários dias sem sair a rua, porque tinha medo de ser agredido novamente”.

António Chantre escapou da morte por traumatismo craniano, mas, as lembranças daquele dia violento ficaram na sua memória. A vítima afirma que a situação preocupou os seus familiares, por isso estes passaram a acompanha-la nas saídas à rua. Por outro lado António explica que teve medo também que os seus familiares fossem agredidos.

Vida actual

Hoje com 53 anos, António diz que já não tem mais medo. Assegura que já anda sozinho na rua, que vai para o trabalho sozinho, mas sempre com um olhar de desconfiança. Já que as lembranças daquele dia violento continuam na sua memória. Porém a única coisa que deixa António mais triste e revoltado é a incapacidade física que ficou desde então. Pois já não consegue correr, nem fazer nenhum tipo de esforço.

Questionado como se irá sentir no dia 17 de Abril, no julgamento, ao rever o seu agressor, António deixa uma lágrima cair e exclama que “será muito difícil. Mas tenho confiança na justiça e sei que ela será feita desta vez”.

  1. HL

    Não confies na justiça, pq há muitos bandidos aí tb, so aplicam TIR

  2. amilcar cabral

    matass tambem

  3. Rosário

    Então o melhor seria, aplica-o um TIR”o” no meio da testa!

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