Proprietárias de farmácias do interior de Santiago acusam a EMPROFAC de descaso

8/11/2016 08:32 - Modificado em 8/11/2016 08:32
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emprofacFarmácias do interior de Santiago dizem estar em ruptura de medicamentos devido ao descaso da EMPROFAC, empresa responsável pela comercialização e distribuição de medicamentos. Segundo noticiou a RCV, o problema arrasta-se há vários anos trazendo problemas graves para os utentes e constrangimentos financeiros para as farmácias. As proprietárias acusam a empresa de descaso e de não ter cumprido com as suas obrigações de abastecimento das farmácias.

 

Em reacção à RCV, uma das proprietárias de farmácia no interior da ilha de Santiago afirma que “a EMPROFAC não tem cumprido com a sua determinação” e com a lei de distribuição de medicamentos às farmácias do interior da ilha. A entrevistada acredita que a situação tem criado “desvantagens competitivas, pois vendemos pelo mesmo preço mesmo tendo de suportar os encargos dos transportes”.

Conforme a proprietária, a mesma encontra-se em ruptura de vários medicamentos, entre os quais antibióticos, incluindo um dos mais prescritos, medicamentos para problemas respiratórios, antiepiléticos para evitar ataques. “Estamos a falar de vidas humanas que correm perigo por causa do descaso de uma empresa cuja vocação deveria ser trabalhar para salvar vidas”.

Os proprietários das farmácias dizem que o problema se arrasta há cerca de quatro anos e que apesar das tentativas para encontrarem uma solução junto das autoridades competentes, a situação continua a preocupar e a prejudicar os utentes.

Os mesmos acusam ainda a empresa de distribuição de medicamentos de desigualdade de tratamento das farmácias. “Os créditos estão a ser concedidos de acordo com as preferências do Conselho de Administração da EMPROFAC, pelo que encontramos farmácias em situações idênticas com tratamento desigual, inclusive no que tange ao acesso de informações privilegiadas usadas estrategicamente antes dos medicamento entrarem em ruptura de stock e aquando da entrada de medicamentos em pequenas quantidades, situações que vão contra os valores da integridade ética e transparência de valores que a IMPROFAC diz defender”, relata Maria José.

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