Arnaldo Andrade: “PAICV precisa conquistar a confiança dos cabo-verdianos”

4/11/2016 07:45 - Modificado em 4/11/2016 07:45
| Comentários fechados em Arnaldo Andrade: “PAICV precisa conquistar a confiança dos cabo-verdianos”

arnaldoUm grupo de militantes do  Partido Africano da Independência de Cabo Verde subscreve o manifesto com o objectivo de chamar a atenção sobre a “responsabilidade de todos os militantes e responsáveis” para a necessidade de reverem a “qualidade das decisões e opções de gestão política do partido”. Arnaldo Andrade, porta-voz do grupo, considerou que o “PAICV precisa de conquistar a confiança dos cabo-verdianos”.

 

Após um alonga reflexão “depois das pesadas derrotas eleitorais sofridas pelo PAICV nas recentes eleições legislativas e autárquicas de 2016 e da ausência grosseira em todo o processo eleitoral que culminou no apoio a um candidato da sua área política à cadeira presidencial, e face aos desafios da construção de uma oposição forte, consistente e actuante de uma força política que se tornou minoria”, um grupo de dirigentes e militantes do PAICV convocou esta quinta-feira, 03, a imprensa no sentido de apresentar um Manifesto à Militância chamando a atenção da “responsabilidade de todos os militantes e responsáveis”.

Arnaldo Andrade, porta-voz do grupo, disse aos jornalistas que o PAICV precisa de conquistar a confiança dos cabo-verdianos. Reencontrar caminhos do diálogo, da unidade e da coesão interna e qualidade nas decisões. Andrade defende a necessidade “de reeleger e legitimar de novo as estruturas com mandatos caducados de uma ponta à outra, de Santo Antão à Brava e na emigração”.

O mesmo mostra-se preocupado com o recenseamento da militância uma vez que “a base de dados tem insuficiências muito graves”, exemplificando que existem militantes com longos anos de militância no PAICV e que, no entanto, se encontram fora das listas.

O porta-voz chama a atenção dos militantes do PAICV para a necessidade de reencontrarem o caminho para melhor servir o país uma vez que se trata de um ”partido experimentado, idóneo, democrático e organizado”.

Os membros da oposição defendem uma oposição “mais coesa e qualificada”, isto devido aos últimos resultados das eleições realizadas em 2016 o que deixou o partido fragilizado, sem domínio da agenda política nacional, como um partido menor e a viver uma crise profunda”.

Acreditando nas capacidades do partido, os membros sentem-se capazes de poder ultrapassar as dificuldades e continuar a contribuir para um Cabo Verde melhor. Todos os militantes deverão conhecer o manifesto e, assim, encontrar recursos para apresentar ao Conselho Nacional a fim de impugnar a decisão de eleições antecipadas.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.