Lucro da Volkswagen subiu 48,2% até setembro

31/10/2016 09:06 - Modificado em 31/10/2016 09:06
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imageO lucro líquido do construtor automóvel alemão Volkswagen aumentou 48,2%, para 5915 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano face ao mesmo período de 2015, quando o resultado foi afetado pelo escândalo da manipulação das emissões.

Segundo informou o maior produtor automóvel da Europa, no terceiro trimestre, o lucro somou 2337 milhões de euros, o que compara com um prejuízo de 1673 milhões de euros no ano anterior.

No acumulado até setembro, a faturação do grupo Volkswagen (VW) manteve-se nos 159932 milhões de euros, tendo o lucro operacional aumentado quase 159%, para 8647 milhões de euros, e os resultados extraordinários recuado 61,8%, para 2.620 milhões de euros.

“Os principais resultados dos três primeiros trimestres atestam a muito boa situação operacional das marcas do grupo Volkswagen”, afirmou o presidente do Conselho de Administração, Matthias Müller, durante a apresentação das contas.

 

“Sobre esta base” – acrescentou Müller, citado pela agência EFE – “impulsionaremos e superaremos a transformação de um fabricante automobilístico num provedor de mobilidade sustentável”.

De acordo como presidente do grupo Volkswagen, a nova estratégia até ao ano 2025 e os resultados apresentados esta quinta-feira revelam que o grupo é capaz de reagir aos momentos menos favoráveis.

Entre janeiro e setembro, as entregas aumentaram 2,4%, para um total de 7.609 milhões de unidades, e a produção cresceu 2,8%, para 7.645 milhões de unidades.

Após a divulgação destes resultados, as ações da Volkswagen na bolsa de Frankfurt subiram cerca de 1,5%, para 127,95 euros.

Durante a apresentação de contas, o diretor financeiro da Volkswagen, Frank Witter, destacou que a boa situação financeira do grupo é um aspeto central do seu sucesso, assegurando que a empresa é financeiramente sólida, apesar do impacto e dos desafios levantados pelo escândalo da manipulação dos motores diesel.

Segundo Frank Witter, a liquidez dá ao grupo estabilidade financeira para pensar o futuro da mobilidade e, ao mesmo tempo, suportar as consequências financeiras da manipulação, os investimentos e os gastos necessários para cumprir as exigências ao nível das emissões de dióxido de carbono para as novas tecnologias.

Conforme afirmou, os efeitos da manipulação nas emissões dos motores diesel exigem investimentos e, consequentemente, disciplina nos custos. “A produtividade e a rentabilidade devem melhorar consideravelmente em todo o grupo”, especialmente na marca Volkswagen, sublinhou Witter.

O grupo Volkswagen chegou a acordo nos EUA para pagar as indemnizações resultantes da descoberta da manipulação efetuada nos motores diesel da marca, o que lhe custará cerca de 15 mil milhões de dólares (cerca de 13737 milhões de euros).

jn.pt

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