Julgamento caso Monte Tchota: Familiares lamentam o facto de não terem sido informados

28/10/2016 06:56 - Modificado em 28/10/2016 06:56
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justiça3Familiares das vítimas do massacre de Monte Tchota dizem-se indignados com a falta de informação por parte das Forças Armadas. Os mesmos acusam ainda a instituição de ter tratado mal o processo. Na sala das audiências estavam cerca de cinquenta pessoas, duas das quais se identificaram como familiares. A maior parte dos familiares não puderam entrar, uma vez que chegaram no local por volta das nove horas. Indignados com o sucedido, exigem maior respeito pelas vítimas, pois os familiares queriam estar presente para saberem do próprio arguido como tudo terá acontecido.

 

Na parte exterior da Terceira Região Militar, mães, irmãos, primos e amigos choraram a morte dos seus entes queridos que perderam a vida nas mãos do soldado António Ribeiro, “Antany” no passado dia 25 de Abril, no destacamento de Monte Tchota.

Os familiares que não puderam entrar para assistir à audiência reclamam a forma como foram tratados. Ana Delgado, prima de Wilson Ramos, lamenta como tudo terá acontecido à porta do Comando. “Se era realmente aberto ao público, o principal público deveriam ser os familiares”.

Para além dos familiares, foram várias as pessoas que se deslocaram ao local no sentido de poderem assistir ao julgamento mas não o puderam fazer, uma vez que a sala era limitada apenas para cinquenta pessoas. Ana Delgado diz que os mais interessados não foram avisados. “Só hoje de manhã é que fiquei a saber do julgamento, mas quando pretendem comunicar assuntos dos seus interesses não se sintam cansados de ligar para os telemóveis das famílias para lhes calarem a boca”.

Recorda-se que foram onze as pessoas encontradas sem vida na sequência do massacre no destacamento militar de Monte Tchota, Concelho de São Domingos, ilha de Santiago. São eles, Danielton Monteiro,” Dani”, professor universitário natural da ilha de São Vicente, técnico que se encontrava a trabalhar na manutenção das antenas de telecomunicações e outros dois técnicos de manutenção de nacionalidade espanhola, Ângelo Martines Luís e David Sanches.

Os militares Nelson de Brito, da ilha da Brava, Anacleto Lopes dos Santos, Rosário Stephan Dias Lima ambos da ilha de Santo Antão, Marilson Adérito Delgado Fernandes, conhecido por “Bá”, 2º cabo, Adérito Silva Rocha, José Maria Correia Ribeiro, Mário Stanick Fernandes Pereira, “Pexi”, soldado fuzileiro e Wilson Ramos Mendes, da ilha de Santiago.

Insatisfeitos com o ocorrido, os familiares exigem mais respeito e consideração por parte das Forças Armadas.

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