PAICV considera que Abraão Vicente colocou a Cultura à deriva

27/10/2016 08:09 - Modificado em 27/10/2016 08:09
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abrao vicenteNa sessão parlamentar ,desta quarta-feira, antes dos trabalhos da ordem do dia, o assunto em foco foram as decisões tomadas pelo Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, sobre a eliminação de diversos sectores criados pelo anterior governo, bem como o “amadorismo” e a falta de “responsabilidades” da tutela da cultura.

 

O PAICV critica as decisões do governante, afirmando que o antigo ministro havia criado as bases para o desenvolvimento da cultura.

No entanto, um dos pontos mais criticados é o concurso da Morna a Património Cultural e Imaterial da Humanidade. Vera Almeida diz que o Ministro Abraão Vicente só se contradiz porque ora diz que não encontrou nenhum dossier relativo à candidatura da morna, outras vezes admite que encontrou, mas de forma incompleta.

Para o PAICV, representado pela deputada Vera Almeida, o MpD está a fazer o mesmo que estava a ser feito pelo anterior governo, mas com a diferença de atribuir um “certificado de incompetência aos quadros cabo-verdianos, com a contratação de uma assessoria internacional”. De realçar que a comissão responsável por este dossier é composta por técnicos do Ministério da Cultura, do Instituto do Património Cultural e artistas conceituados.

Sobre o cancelamento do concurso para e escolha do logótipo da Morna a património da humanidade, esta parlamentar critica a posição do Ministério da Cultura que, no seu entender, tratou o assunto de forma ligeira, anunciando “como única consequência a responsabilização criminal do eventual prevaricador”.

Esta defende que além do autor do “suposto” plágio, o júri do concurso também deveria arcar com responsabilidades, já que era da sua alçada a análise e a comprovação da sua autenticidade, o que claramente não fizeram.

A deputada do PAICV diz estar bastante preocupada e teme uma deriva “no posicionamento da cultura como matriz da alma cabo-verdiana e como pilar da nossa forma de ser e estar no mundo”.

Para terminar, Vera Almeida apela ao Chefe do Estado que tenha atenção sob a forma como os assuntos do Estado estão a ser tratados.

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