Cardeal do Vaticano questionado pela polícia devido a acusações de pedofilia

26/10/2016 08:31 - Modificado em 26/10/2016 08:47
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cardealO responsável máximo pelas Finanças do Vaticano, George Pell, foi questionado pela polícia australiana em Roma devido a denúncias de abuso sexual de menores.

Em julho, a emissora australiana ABC revelou suspeitas de pedofilia relacionadas com o número três do Vaticano, as quais Pell negou.

A polícia do estado de Victoria disse, em comunicado, que três agentes “deslocaram-se a Roma na semana passada, onde o cardeal George Pell voluntariamente participou numa entrevista sobre acusações de abuso sexual”.

“Como resultado da entrevista, mais investigações serão feitas. Não estamos preparados para comentar mais neste momento”, indica o comunicado.

As denúncias vieram de dois homens, agora com cerca de 40 anos, que disseram ter sido agarrados de forma inapropriada por Pell no verão de 1978-79 na piscina de Eureka, em Ballarat, Austrália, onde o agora cardeal cresceu e trabalhou.

A ABC revelou ainda que Pell esteve alegadamente nu em frente a três meninos, com idades entre os oito e os dez anos, num balneário no verão de 1986-87.

Segundo a emissora australiana, houve também queixas em relação a Pell durante o período em que foi arcebispo de Melbourne e à sua conduta com rapazes de um coro na catedral de St. Patrick nos anos 1990.

Pell negou todas as acusações e sugeriu estar a ser alvo de uma conspiração.

Estas denúncias surgiram meses depois de Pell admitir que “fez asneira” ao lidar com padres pedófilos no estado de Victoria nos anos 1970, quando prestou declarações no âmbito de uma investigação sobre a resposta institucional a casos de abuso sexual de crianças na Austrália.

Em agosto, o papa Francisco disse: “Devemos evitar um veredicto mediático, um veredicto baseado em rumores”.

Pell foi ordenado em Roma em 1966 antes de regressar à Austrália em 1971 e se tornar o principal representante da Igreja Católica no país.

Mudou-se para o Vaticano em 2014, tendo sido pessoalmente escolhido pelo papa Francisco para tornar as finanças do Vaticano mais transparentes.

jn.pt

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