Assembleia Geral das Nações Unidas contra bloqueio a Cuba

26/10/2016 08:37 - Modificado em 26/10/2016 08:37
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cubaA Assembleia Geral das Nações Unidas vota esta quarta-feira, pela 25.ª vez consecutiva, uma resolução contra o bloqueio económico, comercial e financeiro a Cuba que os Estados Unidos da América mantêm há mais de meio século.

Em 1992, a proposta de resolução obteve o apoio de 59 estados, a rejeição de três, a abstenção de 71 e a ausência de 46 na votação, ganhando sucessivos apoios. No ano passado, 191 em 193 países votaram a favor. Apenas os próprios EUA e Israel votaram contra – um gesto que poderá repetir-se.

Imposto pelo presidente John F. Kennedy em 1962, o bloqueio tem impedido ou dificultado as trocas comerciais – incluindo a importação de medicamentos – e o acesso a financiamentos.

Segundo estimativas conservadoras, causou prejuízos na ordem dos 883 mil milhões de dólares, afetando especialmente as áreas da saúde, alimentação e desenvolvimento social.

Não obstante, o país apresenta dos mais altos índices de desenvolvimento humano (44.º lugar), uma esperança de vida de 79 anos e uma taxa de alfabetização juvenil de 100%, designadamente.

O bloqueio “é o principal obstáculo para a normalização das relações entre Havana e Washington”, afirmou esta terça-feira o embaixador cubano acreditado nos EUA desde julho do ano passado, José Ramón Cabañas.

Obama emitiu no dia 14 uma diretiva presidencial eliminando uma série de restrições às relações comerciais, incluindo a cooperação médico-científica, turismo, agricultura e indústria, mas Washington tem tornado claro que é cedo para desarmar o bloqueio.

abola.pt

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