Casa Para Todos: a confusão para todos no debate na AN

26/10/2016 08:17 - Modificado em 26/10/2016 08:17

cptDe um lado, o PAICV defende que o programa de habitação social, o Casa Para Todos do seu governo é o maior programa social que o país já viu, por outro lado, o MpD classifica-o como um programa que não teve o impacte desejado e que não possui sustentabilidade e a UCID apenas pede medidas do actual Governo para que o programa não fique à deriva.

 

Janira Hopffer durante a sua intervenção questionou o MpD sobre a prevalência dos preços praticados actualmente, bem como se as moradias que já foram compradas terão o seu valor de compra e venda duplicados, ou ainda se irá privatizar o negócio.

Isto porque o partido da oposição considera que a decisão do Governo em “acabar com as habitações das classes B e C”, autorizando o IFH a vender as habitações 50% mais caras do que o preço praticado até agora, “desvirtua completamente” o objectivo do Programa Casa para Todos.

O deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, diz estar preocupado, uma vez que o Ministro dos Assuntos Parlamentares não tem sido claro sobre o que o Governo tenciona fazer sobre esta matéria. Insiste em saber quais as medidas que serão adoptadas pelo Governo.

O mesmo adianta ainda que numa visita efectuada ao IFH, teve acesso a informações que davam esperanças ao projecto, mas que depois de ouvir as declarações, “entendemos que não foi nem de perto, nem de longe a gestão que deveria ser feita para que o projecto pudesse ser um bom projecto para os cabo-verdianos”, atira Monteiro.

Monteiro continua ainda referindo que tendo em conta o valor elevado da dívida, esta poderá transformar-se num problema financeiro para o pais, referindo, no entanto, que as classes mais vulneráveis e a classe média, merecem ter uma garantia do actual Governo a nível de segurança, habitabilidade e futuro, garantido para que não se sintam ameaçados para com nenhuma perspectiva diferente que venha a surgir.

E que o Governo traga à tona as situações duvidosas por que esse projecto passou e que sejam achados os responsáveis, caso existam.

Em nome do Governo, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, assegurou que o Programa Casa para Todos não foi um programa que acautelou devidamente os interesses de Cabo Verde e que colocou o IFH (empresa imobiliária) numa situação de instabilidade financeira, sem recursos para continuar.

Para tal, diz que agora é da responsabilidade do Governo do MpD encontrar “soluções criativas para resolver o problema de sustentabilidade financeira e técnica e também de sobrevivência do sector da construção civil de Cabo Verde”.

Entretanto, garante que o Governo já está a trabalhar neste sentido. Assegura ainda que estão a ser tomadas todas as medidas para defender os interesses do país de forma a beneficiar a população com políticas de habitação coerentes e consistentes e responsabilizar quem tem responsabilidades para assumir.

  1. Clara Medina

    Só um deficiente mental vai comprar uma dessas habitações do projecto Casa Para Todos pelo preço antigo e quanto mais ainda acrescentado de 50%.
    Um desgraçado que aí investir o seu dinheiro é simplesmente burlado pois não é nenhum segredo que essa habitações foram construídas com material de baixa qualidade, (uma questão de corrupção) o que significa que essas habitações dentro dum curto espaço de tempo deverão ser demolidas.
    Alem disso os jornais já chamaram a atenção para os problemas sociais que muitos moradores enfrentam especialmente os das habitações da classe B e C que compraram uma habitação para a vida inteira e que não podem mudar quanto mais vender a mesma.
    O que as pessoas que compraram essas casas e que sintam burladas deveriam fazer era organizarem-se e processarem o Estado de Cabo Verde por negligência e burla qualificada.

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